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Distrito Federal lidera renda do trabalhador no país; Mato Grosso do Sul registra recorde histórico

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Redação Plenax – Flavia Andrade

Levantamento do IBGE aponta que DF e outros 15 estados alcançaram maior rendimento médio da série histórica

O Distrito Federal e outros 15 estados brasileiros registraram, no primeiro trimestre deste ano, o maior rendimento médio mensal do trabalhador desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a média nacional chegou a R$ 3.722, o maior valor já registrado no levantamento.

A pesquisa considera trabalhadores com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como empregos com carteira assinada, trabalho informal, temporário e atividades por conta própria.

Distrito Federal tem maior rendimento do país

O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com rendimento médio de R$ 6.720 por trabalhador — valor 81% superior à média brasileira.

Segundo o IBGE, o desempenho do DF está ligado principalmente à forte presença do funcionalismo público, setor que concentra salários acima da média nacional.

Na outra ponta aparece o Maranhão, com rendimento médio de R$ 2.240. Apesar de ser o menor do país, o valor também representa recorde histórico para o estado.

Mato Grosso do Sul bate recorde de rendimento

Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com melhor desempenho no levantamento, registrando rendimento médio de R$ 3.768, maior valor já alcançado pelo estado na série histórica do IBGE.

Confira os estados que atingiram recorde no rendimento médio do trabalhador:

  • Distrito Federal — R$ 6.720
  • Santa Catarina — R$ 4.298
  • Paraná — R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul — R$ 4.127
  • Goiás — R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul — R$ 3.768
  • Espírito Santo — R$ 3.708
  • Minas Gerais — R$ 3.448
  • Amapá — R$ 3.412
  • Sergipe — R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte — R$ 2.953
  • Paraíba — R$ 2.806
  • Piauí — R$ 2.628
  • Ceará — R$ 2.597
  • Bahia — R$ 2.483
  • Maranhão — R$ 2.240

Centro-Oeste e Sul também registram recorde

Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou rendimento médio de R$ 4.379, também recorde histórico. O Sul registrou R$ 4.193, enquanto o Nordeste alcançou R$ 2.616, o maior valor da série para a região.

Confira os números por região:

  • Centro-Oeste — R$ 4.379 (recorde)
  • Sul — R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste — R$ 4.125
  • Norte — R$ 2.849
  • Nordeste — R$ 2.616 (recorde)

Desemprego no Brasil é o menor da série para o período

O IBGE também informou que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre deste ano, a menor já registrada para o período desde o início da pesquisa.

Pelos critérios do instituto, são consideradas desocupadas apenas as pessoas que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Entre os estados, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desemprego do país, com 2,7%. Mato Grosso do Sul aparece entre os menores índices nacionais, com taxa de 3,8%.

Veja os menores índices de desemprego do país:

  • Santa Catarina — 2,7%
  • Mato Grosso — 3,1%
  • Espírito Santo — 3,2%
  • Paraná — 3,5%
  • Rondônia — 3,7%
  • Mato Grosso do Sul — 3,8%
  • Rio Grande do Sul — 4%

Já os maiores índices foram registrados em:

  • Amapá — 10%
  • Bahia — 9,2%
  • Alagoas — 9,2%
  • Pernambuco — 9,2%

O levantamento do IBGE foi realizado em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

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