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Dia do Suinocultor: sanidade e tecnologia impulsionam crescimento da suinocultura brasileira

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Setor alcança recorde de exportações no primeiro semestre de 2026 e aposta em prevenção, genética e manejo sanitário para ampliar competitividade

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia do Suinocultor destaca o trabalho dos profissionais responsáveis por uma das cadeias mais importantes do agronegócio brasileiro. Com investimentos crescentes em tecnologia, genética, biosseguridade e gestão sanitária, a suinocultura nacional vem ampliando sua eficiência e fortalecendo sua presença no mercado internacional.

O desempenho recente do setor confirma esse avanço. No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 785 mil toneladas de carne suína, o maior volume registrado para o período, com receita de US$ 1,8 bilhão, reforçando a expectativa de um novo ano de resultados positivos para a atividade.

Produção mais tecnificada exige atenção à sanidade

O crescimento da suinocultura brasileira está diretamente ligado à modernização das propriedades. Além da melhoria genética e da infraestrutura das granjas, produtores têm adotado ferramentas de monitoramento, protocolos sanitários mais rigorosos e programas de vacinação para reduzir perdas e aumentar a previsibilidade da produção.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o abate de suínos cresceu 5,5% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram mais de 15,2 milhões de animais abatidos sob inspeção sanitária, com aumento também no peso das carcaças, resultado dos ganhos de eficiência da cadeia produtiva.

Apesar dos avanços, os desafios sanitários continuam exigindo atenção. Doenças respiratórias estão entre os principais problemas enfrentados pelos produtores, pois podem afetar o ganho de peso, a conversão alimentar, a uniformidade dos lotes e a rentabilidade das granjas.

Prevenção ganha espaço no manejo das granjas

A mudança de estratégia do setor tem colocado a prevenção como uma das principais ferramentas para garantir produtividade. Antes focada principalmente no tratamento de enfermidades, a produção atual prioriza ações antecipadas, como vacinação, controle de agentes infecciosos, monitoramento constante e adoção de boas práticas de manejo.

Para Kairon Franz, gerente de Marketing e Produtos da Unidade de Negócios de Suínos da Zoetis Brasil, a sanidade animal se tornou um fator estratégico para a competitividade.

“A suinocultura evoluiu muito nos últimos anos e o Brasil possui um status sanitário invejável globalmente. Animais saudáveis expressam melhor seu potencial produtivo, apresentam maior uniformidade e permitem decisões mais assertivas ao longo do ciclo. Protocolos vacinais bem estruturados, aliados à biosseguridade e ao acompanhamento técnico, reduzem riscos e tornam os resultados muito mais consistentes”, afirma.

Estratégias vacinais buscam melhorar desempenho

Dentro desse cenário, empresas do setor têm desenvolvido estratégias voltadas ao fortalecimento da imunidade dos animais em fases consideradas críticas da produção.

A Zoetis destaca o conceito de Dose Reforço, uma estratégia de vacinação que busca reduzir impactos de doenças respiratórias, melhorar índices zootécnicos, diminuir a necessidade do uso de antimicrobianos e aumentar a eficiência produtiva.

Entre as soluções apresentadas está a Respisure One®, vacina indicada contra Mycoplasma hyopneumoniae, com aplicação em dose única e foco em proteção prolongada dos animais.

Segundo Kairon Franz, a evolução dos sistemas produtivos exige programas de imunização cada vez mais direcionados.

“O conceito Dose Reforço amplia a proteção dos animais em momentos críticos da produção, contribuindo para melhores resultados zootécnicos, maior eficiência sanitária e qualidade do produto final”, explica.

Cadeia fortalece economia e mercado internacional

O avanço da suinocultura brasileira depende cada vez mais da integração entre produtores, médicos-veterinários, cooperativas e empresas de saúde animal.

Além de gerar empregos e movimentar economias regionais, o setor é responsável por fornecer proteína de qualidade ao mercado interno e internacional, atendendo consumidores em mais de uma centena de países.

Com foco em inovação, prevenção e eficiência produtiva, a suinocultura brasileira busca manter sua competitividade em um cenário global cada vez mais exigente, consolidando o trabalho dos produtores como peça fundamental para o desenvolvimento do agronegócio nacional.

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