Redação Plenax – Flavia Andrade
Pesquisa mostra redução no número de desempregados, crescimento da população ocupada e avanço do emprego com carteira assinada
O mercado de trabalho brasileiro apresentou melhora no trimestre encerrado em junho de 2026. Dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a taxa de desocupação caiu para 5,4%, uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando o índice era de 6,1%.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa estava em 5,8%, o levantamento também aponta uma queda no desemprego, refletindo um cenário de maior ocupação da força de trabalho no país.
Número de desempregados diminui
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), aproximadamente 5,9 milhões de brasileiros estavam desempregados entre abril e junho deste ano. No trimestre anterior, esse contingente era de 6,6 milhões de pessoas, enquanto no mesmo período de 2025 o total chegava a 6,3 milhões.
Os números indicam uma redução de cerca de 700 mil pessoas em busca de emprego na comparação com os três primeiros meses de 2026.
Mais de 103 milhões de brasileiros estão ocupados
A pesquisa também mostra que a população ocupada atingiu 103,1 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho.
Com isso, o nível de ocupação — indicador que mede a proporção de pessoas empregadas em relação à população em idade de trabalhar — foi estimado em 58,8%.
Já a força de trabalho brasileira, composta por pessoas ocupadas e desocupadas, alcançou 108,9 milhões de trabalhadores.
Enquanto isso, a população fora da força de trabalho permaneceu estável em 66,5 milhões de pessoas.
Subutilização atinge 14,7 milhões de brasileiros
Apesar da melhora no mercado de trabalho, a pesquisa aponta que 14,7 milhões de pessoas ainda se encontravam em situação de subutilização da força de trabalho.
A taxa composta de subutilização ficou em 12,9% no trimestre, reunindo trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, pessoas desalentadas e aqueles que buscavam melhores oportunidades de inserção no mercado.
Emprego formal segue em alta
Entre as categorias de ocupação, o levantamento mostra que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,4 milhões.
Outros indicadores apontam:
Empregados sem carteira assinada: 13,2 milhões;
Servidores e empregados do setor público: 13 milhões;
Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões.
Os dados reforçam a manutenção de um elevado número de trabalhadores formais e informais no mercado brasileiro.
Transporte e setor público lideram crescimento
Na comparação com o trimestre anterior, os maiores avanços na geração de ocupação foram registrados nos segmentos de:
Transporte, armazenagem e correio;
Administração pública;
Defesa;
Seguridade social;
Educação;
Saúde humana;
Serviços sociais.
Essas atividades concentraram o aumento do número de trabalhadores no período analisado.
Principal indicador do mercado de trabalho
Realizada pelo IBGE, a PNAD Contínua é considerada a principal pesquisa sobre o mercado de trabalho brasileiro. O levantamento acompanha aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos em cerca de 3.500 municípios de todo o país.
A pesquisa é realizada trimestralmente por cerca de dois mil entrevistadores, vinculados às mais de 500 agências do instituto.
A taxa de desocupação, popularmente conhecida como taxa de desemprego, mede o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão sem ocupação, mas procuraram emprego, em relação ao total da força de trabalho.

