Redação Plenax – Flavia Andrade
País chega a 103,3 milhões de pessoas ocupadas, maior número da série histórica iniciada em 2012; emprego com carteira assinada também alcança recorde
O mercado de trabalho brasileiro atingiu novos recordes no trimestre encerrado em julho. A taxa de desocupação caiu para 5,3%, o menor nível da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram também que o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior contingente já registrado pela pesquisa.
Em três meses, cerca de 1 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho, elevando o nível de ocupação para 58,9% da população em idade de trabalhar.
Emprego com carteira bate recorde
O avanço também foi registrado entre os trabalhadores formais. O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões, o maior contingente da série histórica.
Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,8 milhões. Somados os dois grupos, o setor privado alcançou 53,2 milhões de empregados, também o maior número registrado pela PNAD Contínua.
O país tinha ainda 5,4 milhões de trabalhadores domésticos. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
Força de trabalho também alcança recorde
A força de trabalho brasileira, que reúne pessoas ocupadas e desocupadas, chegou a 109,2 milhões de pessoas, igualmente o maior contingente já registrado pela pesquisa.
Os números indicam, portanto, um cenário de expansão tanto do total de pessoas trabalhando quanto da participação da população no mercado de trabalho.
Renda chega a R$ 3.762
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762 no trimestre encerrado em julho.
Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica.
Na comparação com o trimestre anterior, o rendimento médio mensal real permaneceu estável na maioria dos grupamentos de atividade analisados pelo IBGE.
O que é a PNAD Contínua
A PNAD Contínua é a principal pesquisa do país sobre a força de trabalho. O levantamento acompanha a evolução do emprego e do desemprego e permite analisar indicadores relacionados à renda e às condições socioeconômicas da população.
Realizada em domicílios de todo o Brasil, a pesquisa produz informações trimestrais sobre a força de trabalho e dados anuais sobre temas como trabalho, cuidados de pessoas, afazeres domésticos e uso de tecnologias.
A PNAD Contínua é realizada de forma permanente em todo o território nacional desde 2012.

