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Cuidado integrado no autismo infantil alia terapias e suporte familiar para melhorar qualidade de vida

Foto: Acervo Pessoal

Redação Plenax

O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na infância costuma redefinir completamente a rotina das famílias. Mais do que iniciar terapias, o desafio passa a ser sustentar um cuidado contínuo sem comprometer a saúde emocional, física e financeira de quem cuida. Especialistas apontam que modelos integrados de atendimento têm se consolidado como alternativa mais eficiente tanto para o desenvolvimento da criança quanto para o equilíbrio familiar.

Dados do IBGE indicam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões de pessoas dentro do espectro, sendo aproximadamente 1,1 milhão crianças e adolescentes. O avanço nos diagnósticos trouxe à tona um problema recorrente: a dificuldade de manter rotinas terapêuticas intensas sem sobrecarga.

Foi esse o cenário vivido pela confeiteira Camylla Bertolini, mãe de quatro filhas, ao receber o diagnóstico de TEA da filha Lorena, hoje com 7 anos. Após a confirmação, a família enfrentou uma rotina de até seis horas diárias de terapias, seis dias por semana — um ritmo que rapidamente se mostrou insustentável, especialmente com a chegada de um novo bebê.

Modelo integrado muda a dinâmica do tratamento

A virada ocorreu quando o atendimento deixou de ser fragmentado e passou a seguir um modelo coordenado. Lorena passou a ser acompanhada pela Mindplace Kids, clínica do grupo Care Plus, em parceria com a Genial Care, especializada em saúde atípica.

O modelo combina terapias baseadas em evidência com suporte estruturado às famílias. Entre as abordagens utilizadas está a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), considerada uma das mais eficazes no desenvolvimento de habilidades sociais, comunicação e comportamento adaptativo em crianças com autismo.

Segundo especialistas, o diferencial está na personalização do atendimento. Cada plano terapêutico é ajustado à realidade da criança e de sua família, evitando protocolos rígidos e pouco adaptáveis ao cotidiano.

Tecnologia e acolhimento como aliados

A integração de tecnologia também tem papel central nesse modelo. Plataformas digitais permitem o acompanhamento em tempo real da evolução da criança, com acesso a relatórios, prontuários e comunicação direta com a equipe multidisciplinar.

Além disso, a estrutura física das clínicas passa a considerar o bem-estar dos pais, oferecendo espaços para trabalho, descanso e convivência durante as sessões um fator que contribui para reduzir o desgaste da rotina.

Desenvolvimento com autonomia e menos sobrecarga

Com a reorganização do cuidado, a rotina da família se tornou mais equilibrada. Segundo a mãe, a mudança refletiu diretamente no comportamento da criança, que passou a demonstrar mais interesse pelas atividades e maior engajamento nas terapias.

A experiência reforça uma tendência crescente na área: o entendimento de que o tratamento do autismo não deve focar exclusivamente na criança, mas em todo o núcleo familiar. A proposta é transformar o cuidado em uma jornada sustentável, que promova autonomia, desenvolvimento e qualidade de vida para todos os envolvidos.

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