Redação Plenax – Flavia Andrade
Empresa adquiriu 5.063 embriões e 300 novilhas da Nelore Grendene para estruturar novo programa de seleção de reprodutores
A Casa Branca Agropastoril iniciou um novo projeto voltado à produção de touros Nelore PO (Puro de Origem) provados, com previsão de colocar os primeiros animais da marca no mercado a partir de 2028. A iniciativa amplia a atuação da empresa na pecuária de corte após 26 anos de investimentos em seleção genética.
Para estruturar o programa, a Casa Branca adquiriu, em 2025, 300 novilhas e 5.063 embriões da Nelore Grendene, projeto reconhecido no mercado pela seleção de touros PO. Os embriões foram implantados em receptoras durante a estação de monta anterior, e a expectativa é chegar a cerca de 1.700 nascimentos em 2026.
As fêmeas que nascerem serão avaliadas para reprodução e multiplicação da base genética. Já os machos passarão por um programa de avaliação zootécnica, e apenas os animais selecionados como superiores serão destinados à reprodução e comercialização.
Segundo o criador Paulo de Castro Marques, a estratégia representa uma ampliação da atuação da empresa no melhoramento genético. Ele afirma que a aquisição incorporou ao projeto parte relevante do banco genético da Nelore Grendene e que a expectativa é disponibilizar os primeiros touros Nelore PO Casa Branca em 2028.
Seleção genética
O projeto conta com a assessoria técnica do zootecnista Fabio Eduardo Ferreira, que participou durante cerca de duas décadas da construção da genética Grendene e acompanhou a aquisição realizada pela Casa Branca.
Ferreira avalia que existe espaço no mercado para touros Nelore selecionados por desempenho e afirma que a Casa Branca deverá assumir parte do espaço ocupado anteriormente pela genética Grendene.
A seleção dos animais será baseada em características como formação, equilíbrio, qualidade de carcaça, precocidade e funcionalidade. O consultor Marcelo Moura também integra o trabalho técnico e destaca a importância da avaliação dos animais e da manutenção da variabilidade genética no plantel.
A estratégia prevê a formação de um rebanho com diversidade genética suficiente para permitir diferentes acasalamentos e, ao mesmo tempo, buscar características associadas à produtividade e à adaptação dos animais às condições da pecuária de corte.
Genética chega ao mercado
Além da formação do plantel, o projeto prevê a identificação e multiplicação de animais com características raciais e desempenho superior em avaliações genéticas e provas zootécnicas.
A Casa Branca também conta com animais LEI (Livro Especial de Importação) e POI (Puro de Origem Importado), utilizados na composição da base genética. Entre os destaques está o reprodutor Ettan.
A comercialização dos animais selecionados será realizada pela CB Genetics, braço comercial do projeto. A empresa será responsável por levar ao mercado os reprodutores escolhidos com base no desempenho e na qualidade genética.
A expectativa da Casa Branca é consolidar, nos próximos anos, uma base de touros Nelore PO selecionados para características de interesse da pecuária de corte e ampliar a oferta de genética ao mercado brasileiro.

