Redação Plenax – Flavia Andrade
Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul surgiu em 1963, quando a Capital tinha 74 mil habitantes, e acompanhou o crescimento da cidade para uma população estimada em 962,8 mil moradores
Campo Grande completa 127 anos nesta quarta-feira (26) em uma trajetória marcada pela expansão urbana, econômica e dos serviços oferecidos à população. A cidade que tinha 74.249 habitantes em 1960, segundo os dados apresentados na matéria, hoje tem população estimada em 962.883 moradores, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025.
Ao longo desse período, a Capital também se consolidou como principal centro econômico de Mato Grosso do Sul. Dados da Receita Federal compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) apontam 146.443 empresas ativas no município, o equivalente a 41,36% dos estabelecimentos em funcionamento no Estado.
O setor de serviços concentra a maior parte das empresas, com 84.225 registros, seguido por comércio, construção civil e indústria. Os pequenos negócios também têm participação expressiva na economia local. São mais de 74 mil microempreendedores individuais e, considerando também microempresas e empresas de pequeno porte, esse segmento representa aproximadamente 95% dos empreendimentos da Capital.
O crescimento econômico ocorre paralelamente a características associadas à qualidade de vida de Campo Grande, como áreas verdes, parques e espaços públicos destinados à prática de atividades físicas e à convivência.
“Campo Grande é uma capital arborizada, com parques e muitos aparelhos de musculação que permitem atividades ao ar livre”, destaca a diretora clínica do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Dra. Letícia Trad Martins.
No Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026, Campo Grande alcançou 69,77 pontos e ficou na quarta posição entre as capitais brasileiras, atrás de Curitiba, Brasília e São Paulo.
Saúde privada acompanha expansão da Capital
Enquanto Campo Grande ampliava sua população e sua estrutura urbana, também crescia a necessidade de serviços de saúde. Foi nesse contexto que, em abril de 1963, um grupo de médicos cirurgiões locais criou a então Clínica Campo Grande.
A iniciativa surgiu em um período de escassez de salas cirúrgicas disponíveis no Hospital Beneficente Santa Casa e na Casa de Saúde. De acordo com a Dra. Letícia, a instituição se consolidou como o primeiro hospital particular de grande relevância na Capital de Mato Grosso do Sul.
No fim de 1991, uma nova equipe médica assumiu o controle do pronto-socorro e ampliou o atendimento para os cuidados intensivos, dando origem ao grupo Procárdio. A mudança também contribuiu para a ampliação do corpo clínico e da oferta de especialidades.
“O hospital abriu as portas para o pronto atendimento e também para os cuidados intensivos. Isso foi atrativo para o aumento da procura de profissionais da saúde. Foi assim que a porta aos médicos da cidade se abriu, formando um corpo clínico de qualidade e originando uma diversidade de especialidades”, afirma a diretora clínica.
A estrutura física passou por novas mudanças ao longo dos anos para acompanhar a ampliação da assistência.
Em 2009, a instituição passou a se chamar Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul e direcionou sua atuação para procedimentos de maior complexidade, principalmente nas áreas de cardiologia, neurologia e pneumologia.
Já em dezembro de 2021, o hospital passou a integrar o Grupo Santa. A incorporação marcou uma nova etapa de investimentos em modernização estrutural e tecnológica e na ampliação das especialidades.
Atualmente, a unidade atua em áreas como cardiologia, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia, nefrologia e gastroenterologia. Também realiza cirurgias cardíacas, neurológicas, torácicas, vasculares e ortopédicas, entre outras.
A estrutura é dividida em duas unidades. Na Procárdio estão concentrados os atendimentos ambulatoriais e as ações de prevenção primária. O Hospital do Coração reúne a assistência hospitalar e os procedimentos de alta complexidade.
Prevenção ganha espaço com crescimento da cidade
Para a diretora clínica, a integração entre prevenção, diagnóstico e assistência especializada se torna cada vez mais importante diante do crescimento da população e da complexidade das demandas de saúde.
“A tríade formada pela prevenção, pelo diagnóstico precoce e pelo acompanhamento contínuo constitui a base da linha de cuidado integral em saúde. Juntas, essas ações reduzem riscos, evitam complicações de doenças agudas ou crônicas e aumentam consideravelmente as chances de cura e a qualidade de vida”, afirma.
Segundo ela, hospitais especializados e equipes multiprofissionais também contribuem para absorver demandas de média e alta complexidade, estruturando linhas de cuidado que podem reduzir a pressão sobre os pronto-socorros gerais.
Apesar dos indicadores positivos de qualidade de vida, a diretora aponta a atenção às doenças crônicas como um dos desafios para a saúde da população.
“Apesar do bom desempenho geral em qualidade de vida, a cidade enfrenta desafios nos pilares de saúde e nutrição que afetam o bem-estar e exigem atenção contínua. Faz-se necessário o acompanhamento das doenças crônicas para evitar o aumento das internações de casos agudos”, ressalta.
Nesse cenário, o Hospital do Coração mantém serviços voltados à medicina preventiva cardiovascular, incluindo exames de cardiodiagnóstico, check-ups e ações educativas, além da assistência de alta complexidade.
63 anos de atuação em Campo Grande
O aniversário de 127 anos de Campo Grande ocorre no mesmo ano em que o Hospital do Coração completa 63 anos de atuação na cidade. Para a instituição, a coincidência reforça uma trajetória construída paralelamente às transformações da Capital.
“O Hospital do Coração e o Grupo Santa têm orgulho de fazer parte dessa história. Estamos presentes há décadas, acompanhando as transformações de Campo Grande e evoluindo junto com a cidade. Celebrar seus 127 anos é também celebrar as pessoas de quem cuidamos todos os dias e reafirmar nosso compromisso com a saúde da população campo-grandense”, afirma a Dra. Letícia.
Para o gerente executivo do Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul, Cléber Lanza, a trajetória da instituição está diretamente relacionada ao desenvolvimento da cidade.
“O Hospital do Coração faz parte da história de Campo Grande. Desde 1963, acompanhamos o crescimento da cidade, as transformações da medicina e as novas necessidades da população. Construímos ao longo dessas décadas um compromisso permanente com a comunidade”, afirma.
Segundo Lanza, o desafio atual é preservar o legado construído ao longo de mais de seis décadas enquanto a instituição se prepara para as próximas etapas, com investimentos, inovação, qualificação profissional e foco na segurança e na qualidade assistencial.
“Hoje, olhando para essa trajetória, temos a responsabilidade de preservar esse legado e, ao mesmo tempo, preparar o hospital para o futuro, com investimentos, inovação, qualificação profissional e foco permanente na segurança e na qualidade assistencial. No aniversário de Campo Grande, celebramos a cidade que nos acolheu e da qual também fazemos parte”, conclui.
Serviço
Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul
Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefones: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150
Sobre o Grupo Santa
Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Atualmente, reúne 12 unidades de saúde entre hospitais gerais e centros especializados no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
As unidades atuam em diferentes áreas, com destaque para assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada. O grupo também possui acreditações nacionais e internacionais, como ONA e QMentum Diamante.
Em 2023, o Grupo Santa anunciou uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no grupo. Segundo as informações fornecidas, o acordo fortaleceu a governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento da rede.

