Redação Plenax – Flavia Andrade
A CAIXA Econômica Federal iniciou a migração de 46 agências e unidades administrativas em 15 estados para o Mercado Livre de Energia, reforçando sua estratégia de eficiência operacional e sustentabilidade. A medida prevê uma economia de aproximadamente R$ 60 milhões nos próximos três anos.
A iniciativa também consolida o uso de matriz energética 100% renovável nas unidades contempladas, além de garantir maior previsibilidade nos custos, uma vez que os contratos no ambiente livre permitem a fixação de tarifas, reduzindo oscilações típicas do mercado regulado.
Segundo o vice-presidente de Logística da instituição, Anderson Possa, a mudança representa um avanço na gestão de recursos públicos aliado à responsabilidade ambiental.
“A adoção de energia renovável no mercado livre reforça o compromisso da CAIXA com práticas sustentáveis, sem abrir mão da eficiência na administração dos custos”, afirmou.
Expansão já está em estudo
Além das 46 unidades iniciais, o banco já avalia a ampliação do projeto para outras 11 instalações. A expansão depende de ajustes na gestão operacional dos contratos e pode resultar em uma nova licitação para ampliar o alcance da iniciativa.
Como funciona o Mercado Livre de Energia
No modelo adotado pela CAIXA, empresas podem negociar diretamente com fornecedores, definindo condições como preço, volume, prazo e fonte de geração. Diferente do mercado cativo, onde a contratação é feita exclusivamente com distribuidoras e tarifas são reguladas, o ambiente livre oferece maior flexibilidade e potencial de redução de custos.
A adesão ao modelo tem crescido no país, especialmente entre grandes consumidores, como indústrias e instituições públicas, que buscam eficiência energética aliada a práticas sustentáveis.

