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Brasileiros querem IA nos carros, mas ainda resistem à direção autônoma

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Pesquisa da Webmotors mostra que 51% dos consumidores têm interesse em recursos de inteligência artificial, mas só 12% confiariam totalmente na tecnologia para dirigir

A inteligência artificial já chama a atenção dos brasileiros na escolha de um carro, mas ainda não conquistou confiança suficiente para assumir o volante. Pesquisa da Webmotors Autoinsights, realizada com 1,6 mil usuários da plataforma em agosto, mostra que 51% têm interesse em veículos com recursos de IA, enquanto apenas 12% confiariam totalmente na tecnologia para conduzir o veículo de forma autônoma.

O levantamento indica que o consumidor vê a IA principalmente como uma ferramenta de segurança, praticidade e prevenção. Entre as aplicações mais valorizadas estão alertas para evitar acidentes (45%), diagnóstico preventivo de problemas mecânicos (44%) e sugestões inteligentes de rotas (34%). A direção autônoma foi citada por apenas 10%.

A resistência aumenta quando a tecnologia passa a substituir diretamente o motorista. 60% dos entrevistados confiariam na IA para tarefas simples, como rotas e ajustes de conforto, e 37% aceitariam sua atuação em sistemas de segurança, como frenagem automática e alertas de colisão.

O conhecimento sobre a tecnologia também avança. 54% afirmam entender bem ou já utilizar ferramentas de IA, enquanto 30% dizem saber do que se trata. Apenas 8% nunca ouviram falar sobre o assunto.

Custo ainda é uma barreira

Apesar do interesse, a disposição para pagar mais por recursos de IA é baixa. 57% não pagariam nenhum valor adicional para ter a tecnologia embarcada no veículo. Entre os que aceitariam um acréscimo, 20% pagariam até 5% a mais.

Para Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, os resultados mostram que a IA já começa a ser percebida como parte dos carros do futuro, mas seu maior valor ainda está na assistência ao motorista.

“O valor da inteligência artificial nos automóveis está principalmente na segurança, na praticidade e na prevenção de problemas, e não na promessa de veículos totalmente autônomos”, afirma.

A pesquisa reforça, assim, um cenário em que os brasileiros querem carros mais inteligentes, mas ainda preferem manter as mãos no volante.

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