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Brasil tem menor desemprego da história para um primeiro trimestre, aponta IBGE

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O Brasil registrou taxa de desocupação de 6,1% no trimestre encerrado em março, o menor índice já apurado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Queda do desemprego supera resultado do ano passado

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando a taxa havia ficado em 7%, houve recuo de 0,9 ponto percentual.

Na época, o índice do primeiro trimestre de 2025 já era o menor da série histórica até então.

Massa salarial bate recorde e soma R$ 374,8 bilhões

Outro destaque do levantamento foi o crescimento da massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos salários pagos aos trabalhadores no país.

O total chegou a R$ 374,8 bilhões, novo recorde para o período.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta foi de 7,1%, equivalente a R$ 24,8 bilhões a mais em circulação na economia.

Salário médio sobe e alcança novo recorde

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores também atingiu o maior patamar da série, chegando a R$ 3.722.

O avanço foi de:

  • 1,6% na comparação trimestral;
  • 5,5% em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os setores com aumento salarial no trimestre estão:

  • Comércio: alta de 3%, média de R$ 86 a mais;
  • Administração pública: alta de 2,5%, média de R$ 127 a mais.

Informalidade recua no país

A taxa de informalidade caiu para 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o índice era de 37,6%. Já em março de 2025, estava em 38%.

Emprego com carteira assinada cresce

O número de empregados com carteira assinada no setor privado, sem contar trabalhadores domésticos, avançou 1,3% em um ano.

Com isso, o país alcançou 39,2 milhões de trabalhadores formais.

Já o contingente de empregados sem carteira assinada recuou 2,1% no trimestre, totalizando 13,3 milhões de pessoas.

Trabalho por conta própria permanece estável

O total de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões no trimestre encerrado em março.

Na comparação anual, houve crescimento de 2,4%, o que representa 607 mil pessoas a mais nessa condição.

Setores que mais contrataram

Na comparação com março de 2025, os maiores avanços no número de ocupados ocorreram em:

  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: alta de 3,2%;
  • Administração pública: alta de 4,8%.

O único setor com retração foi o de serviços domésticos, com queda de 3,6%.

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