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Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto e supera 1,13 milhão de vagas no ano

O Brasil chegou ao patamar de 1,7 milhão de empregos com carteira assinada gerados em nove meses de 2025, entre janeiro e setembro - Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

Resultado positivo foi registrado nos cinco grandes setores da economia e em 24 das 27 unidades da Federação, segundo o Novo Caged

O mercado de trabalho brasileiro abriu 165.827 novos postos de trabalho com carteira assinada em agosto de 2026, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Com o desempenho do mês, o estoque de empregos formais chegou a 48.244.696 vínculos ativos no país.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o saldo chegou a 1.134.033 novos empregos formais, o que representa crescimento de 2,41%. Os dados do Novo Caged foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Do total de vagas criadas em agosto, 121.964, ou 73,5%, correspondem a vínculos típicos, enquanto 43.863, equivalentes a 26,5%, são classificados como vínculos não típicos. Entre estes, destacaram-se trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.

Serviços lideram geração de empregos

Os cinco grandes setores da economia registraram saldo positivo em agosto. Serviços liderou a criação de vagas, com 110.346 novos postos, seguido por Construção, com 20.848, Indústria, com 16.613, Comércio, com 16.565, e Agropecuária, com 1.452.

O resultado também foi positivo em 24 das 27 unidades da Federação. Em números absolutos, São Paulo apresentou o maior saldo, com 42.533 empregos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428.

Considerando o crescimento proporcional do estoque de empregos, os maiores avanços em agosto foram registrados na Paraíba (1,59%), no Amapá (1,38%) e no Rio Grande do Norte (0,92%).

Jovens concentram maior saldo

Entre os grupos populacionais, agosto registrou saldo positivo de 83.989 empregos entre mulheres e 81.838 entre homens. A população de até 24 anos concentrou saldo de 128.997 novos postos.

Por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo tiveram o maior saldo, com 100.939 vagas, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, que registraram 23.651 postos.

Entre os grupos raciais informados pelo Novo Caged, os maiores saldos foram registrados entre pardos (117.830), brancos (38.401), pretos (19.062) e indígenas (242).

Salário de admissão fica praticamente estável

O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.410,74 em agosto de 2026, praticamente estável em relação aos R$ 2.411,48 registrados em julho.

Na comparação com agosto de 2025, quando o valor médio foi de R$ 2.386,43, houve aumento real de R$ 24,31, equivalente a 1,02%.

Serviços também lideram resultado no ano

No acumulado de 2026, todos os grandes setores da economia apresentam saldo positivo. Serviços lidera, com 697.859 novos postos e crescimento de 3,05%.

A Construção aparece na sequência, com 200.431 empregos e avanço de 6,79%, enquanto a Indústria acumula 170.442 novos postos, com crescimento de 1,90%.

A Agropecuária registra saldo positivo de 56.024 empregos, crescimento de 3,09%. Já o Comércio acumula 9.300 novos postos, com variação de 0,09%.

No ranking estadual do acumulado do ano, São Paulo apresenta o maior saldo, com 306.883 empregos, seguido por Minas Gerais, com 123.176, e Rio de Janeiro, com 77.670.

Em termos proporcionais, os maiores crescimentos no ano foram registrados no Amapá (6,30%), Piauí (4,27%) e Acre (4,09%).

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