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Ana Castela é criticada após lançar música com melodia de “Rap da Felicidade”

Foto: Reprodução/Instagram

Redação Plenax – Flavia Andrade

“Não é Pressa é Pressão”, parceria com Rincon e DJ Boss, usa melodia de clássico do funk, mas troca crítica social por referências a caminhonete, festas e bebidas

A nova música de Ana Castela provocou críticas nas redes sociais pela escolha da melodia de “Rap da Felicidade”, clássico do funk lançado por Cidinho e Doca em 1995. Intitulada “Não é Pressa é Pressão”, a faixa é uma parceria da cantora com Rincon e DJ Boss e apresenta uma nova letra, associada ao universo do agronejo, com referências a caminhonetes, festas, vaquejadas e bebidas.

A utilização da obra aparece nos créditos oficiais da música, que registram a interpolação de “Rap da Felicidade”, composição de Julinho Rasta e Kátia Sileia. A nova versão, no entanto, apresenta uma mudança significativa de abordagem em relação ao conteúdo do clássico do funk.

Enquanto “Rap da Felicidade” ficou conhecida por abordar temas como violência, medo, desigualdade e as condições de vida enfrentadas por moradores de comunidades, “Não é Pressa é Pressão” constrói uma narrativa centrada em diversão, consumo e ostentação.

Logo no início da nova faixa, o narrador afirma querer ser feliz “com uma Dodge Ram” e faz referência à Festa do Peão de Barretos. A letra também menciona bebidas, vaquejadas e paredão.

Mudança de temática provoca reação nas redes

A diferença entre as duas propostas musicais é o principal ponto das críticas feitas por internautas. Parte das reações questiona a escolha da melodia de uma música marcada por uma forte dimensão social para acompanhar uma letra que privilegia referências a caminhonetes, festas e consumo.

A discussão também ocorre em um momento em que Ana Castela vem sendo alvo de debates nas redes sociais sobre sua aproximação com pautas e figuras associadas à direita.

A repercussão da nova música, portanto, não se limita à escolha artística. Para os críticos, a utilização de uma melodia tão associada à realidade das periferias cria um contraste entre a mensagem original de “Rap da Felicidade” e a narrativa apresentada na nova composição.

O que diz “Rap da Felicidade”

Lançada em 1995 por Cidinho e Doca, “Rap da Felicidade” tornou-se um dos grandes clássicos do funk brasileiro. A música apresenta uma perspectiva sobre a violência e as dificuldades vividas por moradores de comunidades e se consolidou como uma obra de forte identificação social.

Décadas depois, sua melodia aparece em “Não é Pressa é Pressão”, agora inserida em outro contexto musical e temático.

A nova faixa amplia o repertório de Ana Castela e reforça a presença de elementos do agronejo em seus lançamentos, mas também abriu uma discussão sobre os limites e os significados de revisitar uma obra musical marcada por uma mensagem social tão reconhecida.

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