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Alimentação pode influenciar diretamente no envelhecimento do cérebro, apontam estudos

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Pesquisas recentes indicam que nutrição adequada e suplementação podem ajudar na preservação da memória e das funções cognitivas ao longo da vida

A relação entre alimentação e saúde vai muito além do controle do peso ou da prevenção de doenças físicas. Estudos científicos recentes vêm reforçando que a forma como as pessoas se alimentam também pode influenciar diretamente a memória, o desempenho cognitivo e até o envelhecimento do cérebro.

As evidências ganharam destaque durante o Mês da Nutrição e reacendem o debate sobre a importância de hábitos alimentares equilibrados para a manutenção da saúde mental e da qualidade de vida ao longo dos anos.

Um dos principais estudos sobre o tema, o COSMOS-Mind, acompanhou mais de 2,2 mil idosos durante três anos para avaliar os efeitos da suplementação diária com multivitamínicos. Os pesquisadores identificaram melhora na cognição global, além de avanços em áreas importantes, como memória e funções executivas.

Outra pesquisa, o COSMOS-Web, analisou mais de 3,5 mil participantes por meio de ferramentas digitais voltadas à avaliação da memória. Os resultados também apontaram melhora significativa no desempenho cognitivo entre os participantes que utilizaram suplementação multivitamínica, com efeito equivalente, segundo os pesquisadores, a cerca de três anos de rejuvenescimento cognitivo.

Os estudos reforçam uma discussão cada vez mais presente na área da saúde: além do impacto físico, a nutrição também exerce papel importante na preservação das capacidades mentais durante o envelhecimento.

América Latina enfrenta desafios nutricionais

O cenário ganha ainda mais relevância na América Latina, onde a população convive simultaneamente com problemas relacionados à fome, insegurança alimentar e obesidade.

De acordo com o Panorama Regional de Segurança Alimentar e Nutrição 2025, mais de 33 milhões de pessoas ainda enfrentam fome na região, enquanto cerca de 167 milhões vivem em situação de insegurança alimentar. O levantamento também aponta que 181,9 milhões de pessoas não conseguem manter uma alimentação considerada saudável.

Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, especialmente no Brasil, os desafios relacionados à qualidade da alimentação seguem sendo uma preocupação entre especialistas.

Para o líder médico da Haleon, Dr. Andres Zapata, o enfrentamento da desnutrição exige uma abordagem ampla e contínua.

“Combater a desnutrição em todas as suas formas exige estratégias abrangentes de prevenção, nutrição e educação que garantam acesso a alimentos acessíveis, diversos e nutritivos”, afirmou.

Nutrição e envelhecimento saudável

Especialistas destacam que a discussão atual não envolve apenas quantidade de alimentos, mas principalmente qualidade nutricional. A preocupação passa também pela preservação da saúde cerebral e pela manutenção da autonomia e da qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

Nesse contexto, a suplementação com multivitamínicos aparece como estratégia complementar, principalmente em situações em que a alimentação não consegue suprir completamente as necessidades nutricionais do organismo.

A recomendação, no entanto, é que qualquer suplementação seja feita com orientação profissional, respeitando as necessidades individuais de cada pessoa.

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