Redação Plenax – Flavia Andrade
Treinamento do Ministério da Saúde prepara profissionais para monitorar dados sobre água, saneamento, resíduos sólidos e outros fatores ambientais nos territórios indígenas
Agentes Indígenas de Saneamento e outros profissionais que atuam na área de saúde ambiental indígena estão sendo capacitados para utilizar a Plataforma de Vigilância Ambiental e Saúde Indígena (Vigiambsi). Desenvolvido pelo Governo Federal e coordenado pelo Ministério da Saúde, o sistema reúne informações sobre saneamento, qualidade da água, resíduos sólidos e outros fatores ambientais relacionados à saúde nos territórios indígenas.
A capacitação é realizada presencialmente e, nesta semana, ocorre em Porto Velho (RO). Os próximos treinamentos estão programados para Campo Grande (MS), entre 17 e 21 de agosto, e Manaus (AM), de 31 de agosto a 4 de setembro.
O treinamento é direcionado a profissionais dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) que atuam na área de saúde ambiental. Entre os participantes estão integrantes do Serviço de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (Sesani), Agentes Indígenas de Saneamento e outros trabalhadores envolvidos na gestão e execução de ações de saneamento e saúde ambiental nos territórios.
Dados ajudam a orientar ações
Durante a capacitação, os profissionais aprendem a registrar, monitorar, analisar e utilizar as informações disponíveis na Vigiambsi.
Segundo a proposta do sistema, os dados podem auxiliar as equipes no planejamento e no fortalecimento das ações de saúde ambiental nos territórios indígenas.
A programação também inclui momentos de troca de experiências entre os participantes, com espaço para discussão de práticas adotadas, desafios encontrados no trabalho cotidiano e soluções desenvolvidas pelas equipes em diferentes regiões.
Plataforma reúne informações ambientais
A Vigiambsi foi desenvolvida como uma ferramenta digital para reunir e armazenar dados relacionados à vigilância ambiental nos territórios indígenas.
Entre as informações contempladas estão registros sobre monitoramento da água, saneamento e resíduos sólidos.
O sistema permite ainda integrar esses dados às informações de saúde dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, ampliando a visão das equipes sobre as condições ambientais das comunidades e oferecendo subsídios para o planejamento das ações.
Projeto regulamenta profissões
A regulamentação das profissões de Agente Indígena de Saneamento e Agente Indígena de Saúde também está em tramitação na Câmara dos Deputados.
O Projeto de Lei nº 3.514/2019 foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), em caráter conclusivo, e poderá seguir para análise do Senado Federal.
A proposta estabelece requisitos para o exercício das duas profissões e busca contribuir para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a melhoria das condições sanitárias das comunidades indígenas.

