Posted in

A importância do planejamento financeiro e da proteção familiar no Brasil

Foto: Divulgação

*Por Lauredano Mendes Fontoura Junior

Como trabalhar na população brasileira a necessidade de planejamento financeiro e proteção familiar? Visto que a nossa base educacional e fatores culturais pouco contemplam, e tão pouco nos levam a refletir sobre um tema de tamanha importância e relevância para a vida de qualquer família.

A formação e o sustento de uma família, a aquisição e crescimento patrimonial, a sucessão de bens, a formação e diversificação de investimentos, além das preocupações com a aposentadoria, fazem parte da realidade de milhões de brasileiros.

“Conseguirei me aposentar apenas pelo INSS? ”

“Conseguirei manter o padrão de vida que tenho hoje na minha velhice? ”

“Se eu ficar doente ou impossibilitado de trabalhar, minha família conseguirá manter as contas em dia? ”

Essas e muitas outras perguntas fazem parte do cotidiano da população adulta brasileira.

Entretanto, na contramão de toda essa preocupação, existe a inércia, a passividade e até mesmo uma rejeição cultural de boa parte da população em agir de maneira planejada. Muitas vezes deixamos para depois decisões importantes e urgentes, acreditando que imprevistos acontecem apenas com os outros.

Vamos imaginar um cenário hipotético: um pai e uma mãe trabalham e dividem igualmente as despesas da casa. Suponhamos que, por motivo de doença ou acidente, um deles precise se afastar do trabalho por 60, 90 ou até 180 dias.

Qual seria o impacto financeiro dentro dessa família?

Agora imaginemos que essa mesma família seja composta por trabalhadores informais ou autônomos, que não contribuem regularmente para o INSS e também não possuem reserva financeira ou proteção securitária.

O impacto emocional e financeiro pode ser devastador.

Esse é um exemplo simples do que pode acontecer com qualquer um de nós. Somos seres humanos expostos diariamente a riscos, doenças, acidentes e situações inesperadas. E viver sem planejamento é assumir que teremos sorte o tempo inteiro.

Toda essa falta de planejamento e ausência de uma cultura de previdência e proteção leva ao aumento do endividamento familiar e à desestruturação social e econômica de milhares de famílias brasileiras.

No Brasil, o conceito de previdência ainda está muito ligado apenas ao INSS — Instituto Nacional do Seguro Social — onde os trabalhadores contribuem mensalmente para receber benefícios futuros.

Contudo, o conceito moderno e amplo de previdência vai muito além disso.

Previdência significa prevenir, proteger e garantir continuidade financeira diante dos imprevistos da vida.

E esse conceito engloba:

  • Proteção em casos de doença;
  • Invalidez;
  • Acidentes;
  • Morte prematura;
  • Afastamento temporário do trabalho;
  • Planejamento sucessório;
  • Formação de patrimônio;
  • Complementação de aposentadoria;
  • Proteção da renda familiar.

Durante décadas, as seguradoras no Brasil vieram, criando soluções cada vez mais modernas e acessíveis, acompanhando o perfil da sociedade brasileira. Hoje já existem produtos extremamente importantes dentro do planejamento financeiro e familiar, tais como:

  • Seguro de vida;
  • Previdência privada complementar;
  • Seguros saúde;
  • Cobertura para doenças graves;
  • DIT — Diária por Incapacidade Temporária (reposição de renda)
  • Cobertura para invalidez;
  • Assistências familiares e patrimoniais.

Usando o exemplo hipotético, citado anteriormente, a cobertura de DIT, seria fundamental para o equilíbrio financeiro daquela família. A Diária por Incapacidade Temporária é uma das ferramentas mais importantes para profissionais autônomos, empresários e trabalhadores liberais. Ela garante uma renda temporária durante o período em que a pessoa estiver impossibilitada de trabalhar por motivo de doença ou acidente.

Já as coberturas para doenças graves auxiliam famílias em momentos extremamente delicados, oferecendo suporte financeiro em diagnósticos como câncer, AVC, infarto, transplante de órgãos, Alzaimer , Parkinson entre outras enfermidades severas.

Infelizmente, quando analisamos países desenvolvidos como Estados Unidos e grande parte da Europa, percebemos que o conceito de previdência é muito mais difundido e culturalmente consolidado do que no Brasil.

Nos Estados Unidos, 52% da população possui algum tipo de seguro de vida, 50 a 60% participam de previdência privada complementar e 92% possuem seguro saúde privado. Na Europa, apesar de sistemas públicos mais estruturados, esse percentual chega a 95% entre proteção previdenciária e seguros. Nesses países há uma forte cultura de previdência e proteção patrimonial.

No Brasil, apesar da evolução do mercado securitário e previdenciário, ainda existe uma enorme lacuna cultural. Somente 20% da população adulta tem seguro de vida, 25% possui plano de saúde privado e 16% possui previdência privada. Ou seja, milhões de brasileiros vivem sem qualquer tipo de proteção financeira.

Outro ponto importante é o crescimento dos trabalhadores autônomos e informais no Brasil. Hoje são 39 milhões de brasileiros na informalidade e cerca de 25 milhões de autônomos que dependem exclusivamente da própria capacidade de produzir renda diariamente. Se param de trabalhar, param de ganhar.

Precisamos começar a desenvolver no Brasil uma cultura mais sólida de educação financeira e proteção familiar. Planejar não significa pensar apenas na morte ou na aposentadoria, planejar significa cuidar da família, proteger sonhos, preservar patrimônio e garantir dignidade nos momentos mais difíceis da vida.

O Brasil ainda é um enorme palco de oportunidades para o crescimento da cultura previdenciária, securitária e de planejamento financeiro.

Porque o amanhã e imprevistos são riscos inerentes a todos nós. E estar preparado fará toda a diferença no final.

*Corretor de Seguros

Lauredano Mendes Fontoura Junior

Registro SUSEP: 201057285

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)