Redação Plenax – Flavia Andrade
Queda no consumo de ração, crescimento irregular e mortalidade podem indicar doenças e falhas no manejo, exigindo atenção dos piscicultores
O avanço da produção de tilápia no Brasil amplia a necessidade de cuidados com a sanidade dos peixes. Nem sempre os primeiros sinais de problemas são evidentes. Antes mesmo do aumento da mortalidade, alterações como redução do consumo de ração, crescimento abaixo do esperado e diferenças de tamanho entre os peixes de um mesmo lote podem indicar comprometimento da produção.
Segundo Bruna Castro, bióloga e coordenadora de aquicultura da Phibro Saúde Animal, essas mudanças afetam a conversão alimentar e elevam os custos da atividade. Por isso, identificar precocemente as causas das alterações é fundamental para orientar o manejo e evitar prejuízos.
A qualidade da água, as oscilações de temperatura e as condições de criação estão entre os fatores que influenciam diretamente a saúde dos animais. A avaliação dessas condições é importante para identificar possíveis problemas sanitários e preservar o desempenho dos peixes durante todo o ciclo produtivo.
A preocupação ganha ainda mais relevância diante da dimensão econômica da atividade. Em 2025, a produção brasileira ultrapassou 700 mil toneladas de tilápia, reforçando a importância de medidas que contribuam para manter a produtividade e aproveitar o potencial da criação.
Entre as ameaças sanitárias estão infecções bacterianas provocadas por agentes como Streptococcus agalactiae, Lactococcus petauri, Aeromonas spp., Francisella orientalis e Edwardsiella anguillarum. Outro risco é o ISKNV, vírus da necrose infecciosa do baço e rim, que compromete a saúde dos peixes e pode favorecer o desenvolvimento de infecções secundárias.
A ocorrência e a gravidade dessas enfermidades podem estar associadas a fatores como estresse, mudanças bruscas de temperatura e alterações na qualidade da água.
Os sinais clínicos também exigem atenção. Apatia, nado irregular, escurecimento da pele, lesões e perda de apetite podem aparecer em diferentes problemas sanitários. Como as manifestações são semelhantes, a identificação da causa depende de uma avaliação cuidadosa das condições de criação.
O histórico sanitário da propriedade, a fase de produção e as características do ambiente devem ser considerados antes da definição das medidas de controle. A observação isolada dos sintomas pode dificultar o diagnóstico e levar à adoção de estratégias inadequadas.
Para atender a diferentes desafios da piscicultura, a Phibro Saúde Animal disponibiliza tecnologias reunidas no conceito PAQ Solution. Entre os produtos estão PAQ-Gro, PAQ-Protex e BioPlus PS, que podem integrar estratégias relacionadas ao manejo do estresse, à imunidade, à saúde intestinal e à qualidade da água, conforme as necessidades de cada propriedade.
O portfólio inclui ainda o PhiShield AQ, vacina autógena desenvolvida a partir de cepas isoladas na própria criação, e o TM-700, destinado ao tratamento antibacteriano.
De acordo com Bruna Castro, as particularidades de cada propriedade, incluindo ambiente, manejo e histórico de doenças, precisam ser consideradas na definição das estratégias sanitárias. O acompanhamento dessas condições contribui para decisões mais precisas, favorecendo a saúde dos peixes e a eficiência da produção.

