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A 11 dias do primeiro turno, campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam estratégias

Foto: Getty Images via BBC

Redação Plenax – Flavia Andrade

Petistas apostam em medidas contra as bets e na exploração do caso Dark Horse; candidato do PL concentra discurso no voto útil e nas críticas ao STF

A 11 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificam as estratégias para os últimos dias de disputa. Entre os principais temas estão o combate às bets, o caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a tentativa de atrair eleitores que hoje apoiam outros candidatos.

No campo petista, uma das apostas para a reta final é o anúncio de novas medidas relacionadas às casas de apostas. Integrantes da equipe econômica trabalham com a possibilidade de Lula anunciar, antes do primeiro turno, alguma ação para endurecer as regras do setor ou até restringir o funcionamento das bets. Ainda não havia, porém, definição sobre o formato da medida.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, há setores do governo que defendem uma medida provisória, enquanto outros avaliam o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional. O formato ainda dependeria de decisões do governo e da avaliação das consequências jurídicas e fiscais.

Durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula afirmou que o Brasil não toleraria mais o atual modelo de negócios das plataformas de apostas. O tema passou a ocupar espaço também na comunicação eleitoral do presidente.

Campanha de Flávio aposta no voto útil

Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro concentra parte da estratégia na tentativa de atrair eleitores que pretendem votar em outros candidatos de direita.

Pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro apontou que a soma das intenções de voto nos candidatos que não são Lula ou Flávio caiu de 17% para 15% em duas semanas. O levantamento registrou 37% para Lula e 33% para Flávio no primeiro turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A campanha do candidato do PL passou a intensificar o discurso de voto útil e, em publicações nas redes sociais, também passou a trabalhar com a possibilidade de vitória no primeiro turno. Trata-se de uma estratégia voltada a concentrar votos entre os candidatos que disputam a liderança.

Caso Dark Horse entra na disputa

A campanha de Lula também deve manter na comunicação eleitoral as referências ao caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e as relações atribuídas ao Banco Master.

De acordo com a pesquisa Quaest citada nas reportagens, o percentual de entrevistados que apontaram a família Bolsonaro como a mais afetada pelo escândalo do Banco Master passou de 15% para 21% em uma semana. O STF foi apontado por 16% dos entrevistados como o principal afetado.

O PT tem utilizado o tema para questionar a relação de Flávio Bolsonaro com o caso. Essas são alegações e interpretações apresentadas pela campanha petista, e não equivalem, por si só, a uma conclusão judicial sobre responsabilidade criminal.

STF vira alvo da campanha de Flávio

A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, deve continuar explorando a crise envolvendo o STF e as relações de integrantes do Judiciário com pessoas ligadas ao caso Banco Master.

Um dos episódios utilizados pelo candidato foi a divulgação de uma fotografia na qual o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio utilizou a imagem para fazer críticas ao governo Lula e ao Ministério Público Federal.

O caso ganhou espaço na disputa eleitoral em meio a diferentes questionamentos e investigações envolvendo o Banco Master, autoridades públicas e integrantes do Judiciário. As circunstâncias e responsabilidades relacionadas a essas questões seguem sendo objeto de apurações e de controvérsias públicas.

Pesquisa mostra disputa tecnicamente empatada

No cenário de primeiro turno da pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro, Lula aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento aponta proximidade entre os dois candidatos.

No cenário de segundo turno apresentado pelo mesmo levantamento, Flávio aparece com 42%, contra 41% de Lula, também dentro da margem de erro.

Os números representam o retrato das intenções de voto no período em que a pesquisa foi realizada e não constituem previsão do resultado eleitoral.

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