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Riedel prevê ampliar malha pavimentada de MS e integrar rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos

Foto: Saul Schramm

Redação Plenax – Flavia Andrade

Plano de Governo 2027–2030 estabelece meta de 6.660 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas e aposta na integração logística para aproximar municípios e mercados

Em um Estado marcado por grandes distâncias territoriais e uma economia distribuída entre diferentes regiões, a infraestrutura tem impacto direto na rotina da população e na circulação da produção. Estradas, aeroportos, ferrovias e hidrovias ajudam a determinar o tempo de deslocamento, o acesso a serviços e a capacidade de Mato Grosso do Sul de se conectar a novos mercados.

É nesse cenário que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, apresenta as propostas para a área de infraestrutura no Plano de Governo 2027–2030. A estratégia prevê a continuidade dos investimentos em rodovias e a ampliação da malha pavimentada, mas também busca fortalecer a integração entre diferentes modais de transporte.

A Rota Bioceânica aparece como um dos principais eixos dessa estratégia, ao lado de corredores regionais e da conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos.

Mais de R$ 2 bilhões investidos em rodovias

Entre 2023 e 2025, segundo o balanço apresentado pelo governo, foram destinados mais de R$ 2 bilhões às rodovias estaduais. No período, foram pavimentados 1.153 quilômetros e outros 517 quilômetros passaram por obras de restauração.

As intervenções também incluíram a substituição de mais de 69 pontes de madeira por estruturas de concreto e a implantação de mais de 500 quilômetros de revestimento primário no Pantanal.

A expansão da infraestrutura rodoviária tem impacto que vai além do transporte de cargas. A melhoria das condições de tráfego pode facilitar o deslocamento de moradores, trabalhadores e estudantes, além de ampliar o acesso a serviços e aproximar municípios.

Meta é chegar a 6.660 quilômetros pavimentados

A proposta para os próximos anos estabelece metas específicas para a rede estadual. Em 2023, Mato Grosso do Sul contava com 5.131 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas.

A previsão é alcançar 5.988 quilômetros ao final da atual gestão e chegar a 6.660 quilômetros até 2030. Com isso, a intenção é fazer com que mais da metade da malha estadual seja pavimentada.

Para 2026 e 2027, estão previstos outros R$ 3,1 bilhões em investimentos rodoviários. A expectativa é utilizar parte desses recursos para avançar nas obras necessárias ao cumprimento das metas estabelecidas.

A proposta também prevê mudanças nos modelos de gestão e conservação da infraestrutura, buscando garantir a manutenção da rede ao longo dos próximos anos.

Plano de logística pretende integrar diferentes modais

A estratégia apresentada para 2027–2030 não se limita à expansão das rodovias. O governo prevê ampliar e integrar a infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária e aeroportuária.

Uma das medidas previstas é a elaboração e implementação do PELT (Programa Estadual de Logística e Transportes), que deverá orientar a conexão entre polos produtivos, centros urbanos e mercados consumidores.

A intenção é que os diferentes modais funcionem de maneira complementar, permitindo que a produção tenha alternativas de transporte e que regiões do Estado estejam mais conectadas entre si.

Aeroportos entram na estratégia de conectividade

O modal aéreo também faz parte desse planejamento. Entre 2023 e 2026, foram concluídas 27 obras em aeródromos. O Plano Aeroviário estadual reúne 64 obras e serviços, com investimentos superiores a R$ 366 milhões.

Do total, 39 intervenções estão concluídas ou em execução, enquanto outras 25 estão previstas. A carteira contempla obras como implantação de novos aeródromos, projetos de infraestrutura, sistemas de balizamento noturno, terminais de passageiros e melhorias operacionais.

Para o próximo ciclo, a proposta é ampliar parcerias e incentivos voltados à aviação regional, fortalecendo os aeroportos como parte da rede de transporte e não como estruturas isoladas.

Rota Bioceânica amplia perspectiva internacional

Entre os projetos considerados estratégicos está a Rota Bioceânica, que deverá ampliar a conexão de Mato Grosso do Sul com outros países sul-americanos e criar novas possibilidades para o escoamento da produção.

A consolidação do corredor, somada à concessão da Rota da Celulose e aos programas de manutenção das rodovias, integra a estratégia de posicionar o Estado como um ponto de conexão logística entre o Brasil e mercados internacionais.

A proposta é articular os diferentes corredores de transporte para que regiões produtoras estejam conectadas aos centros urbanos e, posteriormente, aos grandes mercados consumidores.

Infraestrutura também precisa resistir às mudanças climáticas

Outro ponto incluído no planejamento é a necessidade de aumentar a resiliência da infraestrutura diante das mudanças climáticas.

A proposta prevê medidas para preparar a rede logística para eventos que possam comprometer estradas, pontes e demais estruturas. A ideia é incorporar essa preocupação ao planejamento dos investimentos e da expansão da infraestrutura.

O desafio colocado para o próximo ciclo, portanto, é combinar expansão, manutenção e integração. Além de ampliar a quantidade de quilômetros pavimentados, o plano pretende organizar uma rede logística capaz de acompanhar o crescimento econômico e as transformações ambientais e tecnológicas.

Para Riedel, a infraestrutura deve produzir efeitos que ultrapassem os indicadores econômicos e sejam percebidos no cotidiano da população. A expectativa é que uma rede mais conectada reduza dificuldades de deslocamento, facilite o acesso a serviços e oportunidades e dê maior competitividade à produção sul-mato-grossense.

Até 2030, a principal meta rodoviária é chegar a 6.660 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas, superando a marca de 50% da malha. Paralelamente, o governo pretende ampliar a estrutura dos demais modais e consolidar corredores de integração regional e internacional.

A aposta é transformar estradas, aeroportos, ferrovias e hidrovias em partes de uma mesma rede logística — conectando municípios, produção e mercados dentro e fora de Mato Grosso do Sul.

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