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Motiva investe R$ 50 milhões para ampliar frota de veículos elétricos e híbridos

Foto: Marcelo Varela

Redação Plenax – Flavia Andrade

Companhia já conta com 91 veículos eletrificados em operação e prevê chegar a 125 até o fim de 2026; iniciativa integra plano de descarbonização de rodovias, trilhos e aeroportos

A Motiva, empresa de infraestrutura de mobilidade, está investindo cerca de R$ 50 milhões na ampliação de sua frota operacional de veículos elétricos e híbridos. A iniciativa contempla as concessões rodoviárias e os ativos de trilhos da companhia e faz parte da estratégia para reduzir as emissões de carbono das operações.

Em pouco mais de um ano, a empresa aumentou de cinco para 91 o número de automóveis eletrificados em circulação. A meta é alcançar 125 veículos até o fim de 2026, com possibilidade de ampliar a frota nos próximos anos.

Frota eletrificada cresce nas rodovias

O investimento prevê a aquisição de 126 veículos, entre carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate. Desse total, 59 são elétricos e 67 híbridos.

Atualmente, a Motiva Rodovias possui 85 veículos eletrificados. Outros 47 devem ser incorporados à operação até o final de 2026.

Os veículos já estão presentes em diferentes corredores administrados pela companhia:

Motiva AutoBAn (SP): 8 veículos
Motiva Pantanal (BR-163/MS): 12
RioSP (Rodovia Presidente Dutra): 9
RodoAnel Oeste (SP): 6
SPVias (Raposo-Castello Branco): 5
ViaCosteira (BR-101 Sul/SC): 2
ViaSul (RS): 2

As novas concessões também já incorporam a eletrificação à operação. A Motiva Paraná conta com 19 carros 100% eletrificados, enquanto a Motiva Sorocabana, em São Paulo, possui sete.

Na Motiva Minas_SP, responsável pela operação da Fernão Dias (BR-381), a previsão é chegar a 14 veículos eletrificados em circulação em setembro de 2026.

AutoBAn tem base operacional 100% elétrica

Um dos destaques do projeto está na Motiva AutoBAn, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes, em São Paulo.

A concessionária implantou a primeira Base Operacional 100% elétrica do setor no Brasil, no km 118 da Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa. O espaço conta com guincho leve, viatura de resgate e veículo de inspeção de tráfego eletrificados, além de estrutura de recarga.

A proposta é garantir que a redução das emissões não comprometa a capacidade de resposta das equipes nas rodovias.

Eletrificação chega aos trilhos

A estratégia também começou a ser aplicada nas operações metroferroviárias.

Na capital paulista, a Linha 4-Amarela recebeu três veículos leves eletrificados para atividades operacionais.

Já o Metrô Bahia utiliza três ônibus elétricos no transporte entre a estação de metrô Aeroporto e o Aeroporto Internacional de Salvador. Em operação desde o início de 2025, o serviço já evitou a emissão de aproximadamente 140 toneladas de CO₂ equivalente, em comparação com ônibus convencionais a diesel.

Projeto também alcança aeroportos

A Motiva vem ampliando a mobilidade elétrica nos aeroportos administrados pela companhia.

No início de 2026, o BH Airport, em Confins (MG), investiu cerca de R$ 5 milhões na aquisição de dois ônibus elétricos para transporte de passageiros. A expectativa é reduzir as emissões em 42,1 toneladas de CO₂ equivalente por ano.

O terminal também já substituiu quatro veículos a combustão por modelos elétricos BYD utilizados no transporte de equipes operacionais no pátio. Segundo a companhia, a iniciativa evitou a emissão de cerca de 40 toneladas de CO₂ equivalente.

No Aeroporto de Goiânia, um ônibus elétrico BYD D9W é utilizado no transporte de passageiros. O modelo tem capacidade para até 80 pessoas e autonomia de 250 quilômetros.

Motiva reduziu emissões em 61% desde 2019

A eletrificação faz parte de um plano mais amplo de transição para uma economia de baixo carbono.

Segundo a companhia, ao final de 2025, as emissões dos escopos 1 e 2 haviam sido reduzidas em 61% em relação a 2019. As metas aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi) estabelecem redução de 59% nas emissões dos escopos 1 e 2 e de 27% no escopo 3 até 2033.

A empresa também estabeleceu o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2035.

“A expansão da frota eletrificada em rodovias e trilhos reforça o nosso compromisso em liderar a agenda de descarbonização no setor de transportes no Brasil”, afirma Raquel Cardoso, vice-presidente de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional e Sustentabilidade da Motiva.

Combustão móvel é principal desafio

De acordo com a empresa, a combustão móvel representa aproximadamente 69% das emissões de escopo 1, enquanto as emissões fugitivas respondem por cerca de 22%.

Por isso, o plano de descarbonização prevê três principais frentes: acelerar a eletrificação da frota, ampliar o uso de combustíveis de baixo carbono nos veículos que não podem ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes nas operações metroferroviárias.

A companhia estima que cada guincho leve elétrico incorporado à operação possa evitar cerca de 3,6 toneladas de CO₂ equivalente durante quatro anos de vida útil.

Em 2025, o avanço da frota eletrificada contribuiu para uma redução de 8% nas emissões da plataforma de rodovias da Motiva em comparação com o ano anterior.

Expansão das concessões aumenta desafio de descarbonização

A estratégia ocorre paralelamente à expansão dos negócios da Motiva. Nos últimos dois anos, a empresa conquistou três novas concessões rodoviárias: Paraná, Sorocabana e Fernão Dias.

A companhia também prevê a entrada em operação de novas estações de metrô nos próximos anos, incluindo projetos no Metrô Bahia, na Linha 4-Amarela e na Linha 5-Lilás, além da operação da Linha 17-Ouro, em São Paulo.

Nesse cenário, a empresa afirma que a eletrificação da frota será uma das principais ferramentas para manter a trajetória de redução das emissões mesmo com o crescimento dos ativos.

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