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Planos corporativos ampliam atuação consultiva dos corretores de saúde

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Predomínio dos contratos empresariais no mercado de assistência médica aumenta a demanda por profissionais capazes de orientar empresas na gestão estratégica dos benefícios

O mercado de saúde suplementar encerrou 2025 em expansão, impulsionado principalmente pelos planos empresariais. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam que o setor chegou a 53,2 milhões de beneficiários em dezembro, com mais de 1,1 milhão de novos vínculos registrados somente no último mês do ano.

Os planos corporativos representam cerca de 73% dos vínculos de assistência médica no país e seguem como principal motor de crescimento do segmento. O cenário também aumenta a importância da gestão estratégica dos benefícios oferecidos pelas empresas aos colaboradores.

Com a expansão desse mercado, a atuação dos corretores de saúde também passa por mudanças. O profissional, antes visto principalmente como intermediador entre empresas, clientes e operadoras, assume cada vez mais uma função consultiva, auxiliando na análise de custos, reajustes e alternativas de contratação.

Para César Zuchi, diretor de Expansão da Bliss Hub, plataforma voltada ao apoio à corretagem, a transformação acompanha a própria evolução do mercado.

“À medida que os planos corporativos ganham relevância, cresce também a importância de profissionais preparados para transformar dados e necessidades em soluções estratégicas. A tecnologia deve servir para potencializar esse trabalho, nunca para substituí-lo”, afirma.

Menos burocracia, mais consultoria

Apesar da mudança no perfil profissional, uma parcela significativa da rotina dos corretores ainda é ocupada por tarefas administrativas. Levantamento de informações, envio de documentos, acompanhamento de propostas e atendimento de demandas operacionais consomem tempo que poderia ser direcionado ao relacionamento com clientes e ao planejamento dos benefícios.

É nesse espaço que empresas de tecnologia voltadas ao setor buscam atuar. Segundo Zuchi, a Bliss Hub desenvolve soluções destinadas a simplificar processos de backoffice e permitir que os corretores concentrem esforços em atividades estratégicas e comerciais.

Entre as ferramentas citadas está a Fátima, assistente virtual desenvolvida para auxiliar em tarefas administrativas e agilizar demandas recorrentes da rotina de corretagem.

A proposta é reduzir o peso das atividades operacionais sem eliminar a participação do corretor no processo de decisão. Com menos tempo dedicado à burocracia, o profissional pode ampliar a atuação junto às empresas, compreendendo as necessidades dos colaboradores e avaliando alternativas para a gestão dos benefícios.

Corretor ganha papel estratégico

O avanço dos planos corporativos também torna mais complexas as decisões relacionadas à contratação e manutenção da assistência médica. Além do custo, as empresas precisam considerar as características da população beneficiária, os reajustes e as soluções que ofereçam equilíbrio entre necessidades dos funcionários e sustentabilidade financeira.

Nesse contexto, a atuação consultiva ganha relevância. O corretor passa a contribuir não apenas na escolha de um plano, mas também na interpretação de informações e na construção de estratégias para a gestão do benefício.

Para Zuchi, o novo cenário reforça que o protagonismo do corretor está justamente na capacidade de orientar empresas diante dessas decisões.

A tecnologia, nesse processo, aparece como ferramenta de apoio para automatizar tarefas e organizar processos, enquanto o relacionamento, a análise e a orientação permanecem como elementos centrais da atuação profissional.

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