Redação Plenax – Flavia Andrade
Vermifugação durante o período seco ajuda a reduzir a carga parasitária e minimizar perdas no desempenho da pecuária bovina
O período de seca exige atenção redobrada dos produtores de gado de corte. Em agosto, quando a menor oferta de nutrientes nas pastagens se soma à pressão dos parasitas, o controle estratégico das verminoses ganha importância para preservar a saúde dos animais e reduzir impactos sobre a produtividade.
Os parasitas estão entre os principais desafios sanitários da pecuária brasileira e, segundo o material divulgado pela Zoetis, são responsáveis por prejuízos estimados em cerca de R$ 70 bilhões por ano ao setor.
As verminoses podem comprometer o ganho de peso, a conversão alimentar, o desenvolvimento e a reprodução dos animais. Muitas vezes, porém, os efeitos começam antes que sinais clínicos sejam percebidos no rebanho.
Por isso, a recomendação é que a vermifugação faça parte de um programa estratégico de controle parasitário, considerando o ciclo dos parasitas, as características de cada propriedade e o planejamento sanitário ao longo do ano.
Protocolo 5-8-11 busca manter controle durante o ano
Entre as estratégias citadas pela Zoetis está o protocolo 5-8-11, desenvolvido pela empresa e validado por estudos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A proposta prevê vermifugações em maio, agosto e novembro, correspondendo ao início da seca, ao período de maior intensidade da estiagem e ao início das águas.
A estratégia busca manter a carga parasitária sob controle nos diferentes períodos do ano. Em agosto, a atenção é reforçada porque o estresse nutricional provocado pela seca pode aumentar os impactos dos parasitas sobre o desempenho dos animais.
“Um dos principais desafios é conscientizar o produtor de que a vermifugação não deve acontecer apenas quando há sinais clínicos. Os impactos das verminoses começam antes mesmo de serem percebidos, e um programa preventivo é fundamental para reduzir esses prejuízos”, explica Elio Moro, gerente técnico da linha de Antiparasitários da Zoetis Brasil.
A vermifugação realizada em agosto tem como objetivo reduzir a carga parasitária durante o período de seca e diminuir a pressão de infecção nos meses seguintes. Associada a práticas adequadas de manejo, a estratégia pode contribuir para melhorar a eficiência produtiva do rebanho.
Estudo aponta impacto no ganho de peso
De acordo com estudos citados pela Zoetis, o uso de Cydectin (moxidectina injetável) durante o período de maior pressão parasitária pode contribuir para ganhos de peso superiores à medida que as pastagens se recuperam com o retorno das chuvas.
No estudo relacionado ao protocolo 5-8-11, o grupo tratado apresentou ganho adicional de 20 quilos em comparação com os animais que receberam vermifugação apenas em maio e novembro.
Segundo a empresa, o resultado está relacionado ao controle estratégico realizado ao longo do período de seca e ao início das águas, além da proteção proporcionada pela moxidectina em agosto, quando a menor disponibilidade de nutrientes nas pastagens pode se somar à pressão parasitária.
“O sucesso do controle parasitário depende da combinação entre planejamento, monitoramento e uso correto das ferramentas disponíveis. Quando a vermifugação é realizada de forma estratégica, o produtor protege a saúde dos animais, melhora o desempenho produtivo e reduz os impactos econômicos causados pelas verminoses”, finaliza Elio Moro.

