Redação Plenax – Flavia Andrade
Mais do que aumentar a oferta de alimento, produtores buscam melhorar o aproveitamento dos nutrientes para elevar a produção de leite
A pecuária leiteira brasileira passa por uma transformação em que eficiência se tornou palavra-chave para o aumento da produtividade. Com produção de 38 milhões de toneladas de leite e aproximadamente 15 milhões de vacas ordenhadas, segundo o Anuário Leite 2026, da Embrapa Gado de Leite, o desafio das propriedades deixou de ser apenas produzir mais e passou a envolver o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
Nesse cenário, a nutrição tem papel fundamental. Uma dieta equilibrada precisa não apenas fornecer os nutrientes necessários, mas também permitir que eles sejam absorvidos e utilizados de forma eficiente pelo animal.
“Os alimentos precisam fazer efeito no animal. Uma dieta equilibrada só gera resultado quando os nutrientes são absorvidos e utilizados de forma eficiente”, explica a doutora em zootecnia Mariana Martins Squizatti, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.
A busca por uma alimentação de maior qualidade já acompanha a evolução da atividade no país. De acordo com a Embrapa, a produtividade da pecuária leiteira brasileira cresceu mais de 400% nas últimas cinco décadas. O avanço é resultado da combinação entre genética, manejo, sanidade e nutrição de precisão.
“Produzir mais leite não depende apenas da quantidade de nutrientes fornecidos, mas da eficiência com que a vaca consegue consumi-los, absorvê-los e direcioná-los para a síntese de leite”, destaca Mariana.
Quando o aproveitamento dos nutrientes é comprometido, os efeitos podem aparecer diretamente no desempenho do rebanho. Entre os sinais estão queda na produção de leite, perda de condição corporal, redução do consumo de matéria seca e dificuldade de recuperação após o parto.
Estresse térmico, desafios sanitários e falhas de manejo também podem interferir nesse processo, fazendo com que parte dos nutrientes consumidos deixe de ser convertida em desempenho produtivo.
Por isso, o primeiro passo é corrigir os fatores que prejudicam o desempenho, com atenção às boas práticas de manejo, conforto animal e formulação adequada das dietas. A partir daí, algumas estratégias nutricionais podem auxiliar as vacas a responder melhor aos períodos de maior exigência.
Cromo orgânico auxilia no aproveitamento dos nutrientes
Entre as soluções disponíveis está o CromoPAC, da MCassab, fonte de cromo orgânico na forma de tripicolinato. Segundo a empresa, o produto potencializa a ação da insulina e contribui para melhorar o aproveitamento da glicose pelas células.
“Na prática, isso favorece a entrada de glicose nas células e melhora o aproveitamento dos nutrientes já presentes na dieta, direcionando mais energia para funções importantes, como a produção de leite”, explica Mariana.
O CromoPAC é indicado para períodos de maior demanda metabólica, como a fase de transição, o início da lactação e situações de estresse térmico ou sanitário. Nesses momentos, a proposta é auxiliar o animal a utilizar de maneira mais eficiente os nutrientes que já estão presentes na alimentação.
“O objetivo do produto é fazer com que a vaca transforme melhor aquilo que já consome em produtividade, saúde e longevidade”, finaliza a zootecnista.

