Redação Plenax – Flavia Andrade
A educação voltou ao centro do debate político em 2026, com propostas que defendem maior investimento e mudanças na distribuição de recursos públicos. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, o avanço do país passa necessariamente pelo fortalecimento da educação básica.
Segundo ele, o atual modelo federativo dificulta esse avanço. Hoje, a União concentra cerca de 58% da arrecadação nacional, enquanto os municípios — responsáveis diretos pela educação básica — ficam com uma parcela significativamente menor, entre 13,5% e 16,6%, de acordo com dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Esse desequilíbrio, na avaliação do pré-candidato, impacta diretamente os resultados educacionais do país. Dados internacionais apontam que o Brasil investe, em média, US$ 3.872 por aluno ao ano na educação básica, valor bem inferior à média de países da OCDE, que chega a US$ 12.438. Além disso, apenas 24% dos jovens brasileiros concluem o ensino superior, enquanto a média em países desenvolvidos é de 49%.
Diante desse cenário, Reinaldo defende a revisão da distribuição de recursos e o fortalecimento do papel do Senado Federal nesse debate. “É necessário discutir mecanismos que ampliem os investimentos na base educacional, especialmente nos municípios, onde estão as maiores demandas”, afirmou.
Ao citar sua experiência à frente do governo estadual, ele destacou ações voltadas à área educacional em Mato Grosso do Sul, como investimentos superiores a R$ 500 milhões em escolas da rede estadual e a ampliação do ensino em tempo integral em diversas unidades.
Na Capital, todas as escolas estaduais passaram por reformas, e parte delas adotou o modelo de jornada ampliada. No interior, a política também foi expandida, além da criação de programas voltados à alfabetização nos primeiros anos escolares.
Para o pré-candidato, iniciativas como o ensino em tempo integral podem contribuir para melhorar os indicadores educacionais, desde que acompanhadas de financiamento adequado e políticas públicas consistentes.
O tema deve seguir como um dos principais pontos do debate eleitoral, especialmente diante dos desafios relacionados à qualidade do ensino e à desigualdade no acesso à educação no país.

