Redação Plenax – Flavia Andrade
A Reforma Tributária já é uma realidade e os desafios para sua implementação começam a ganhar protagonismo no setor produtivo. Em Macapá, empresários e especialistas se reuniram para discutir os impactos práticos das novas regras que vão transformar o sistema tributário brasileiro.
O debate ocorreu na última quarta-feira (1º), durante o evento “Reforma Tributária: Aspectos Práticos”, promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap). Realizado no Teatro do Sesi, o encontro reuniu empresários, advogados, contadores, administradores e profissionais da área tributária.
A iniciativa teve como foco levar informações qualificadas ao setor produtivo, além de promover a troca de experiências entre os estados. A participação da Fiems ocorreu a convite da Fieap, reforçando a integração entre as federações e o alinhamento nacional em torno da nova legislação.
Presidente da Fiems, Sérgio Longen destacou que o momento exige adaptação e entendimento aprofundado das mudanças. “A reforma tributária já está vigente. Agora, o desafio é implantar esse novo modelo dentro das empresas e compreender, na prática, como ele vai funcionar”, afirmou.
Longen também chamou atenção para a necessidade de adequação das empresas incentivadas, especialmente no Amapá, onde há benefícios fiscais em vigor. Segundo ele, será fundamental construir um modelo que permita a regularização dessas empresas junto à Receita Federal, garantindo a continuidade dos incentivos até 2032.
O presidente da Fieap, Frank Almeida, ressaltou a importância da parceria entre as federações e o fortalecimento do Sistema Indústria. Para ele, a troca de experiências entre os estados contribui para acelerar o processo de adaptação às novas regras.
A programação incluiu ainda apresentações técnicas com especialistas da área tributária. O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul e presidente do Comsefaz, Flávio César Mendes de Oliveira, destacou que o debate é estratégico, especialmente diante das particularidades econômicas do Amapá.
“O estado possui características próprias, como áreas de livre comércio e indústrias incentivadas. Discutir a reforma neste momento ajuda as empresas a tomarem decisões mais seguras durante a transição para o novo sistema”, explicou.
Também participaram das discussões os auditores fiscais Matheus Menegaz, Luiz Dias Alencar e Robledo Trindade, que detalharam pontos técnicos da reforma e esclareceram dúvidas sobre a aplicação das novas regras.
O encontro reforça o papel das federações das indústrias como ponte entre o poder público e o setor produtivo, ampliando o acesso à informação e preparando empresas para um dos maiores processos de transformação tributária do país.

