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Defesa Civil Alerta já emitiu mais de 2 mil avisos e reforça prevenção a desastres no Brasil

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Ministro Waldez Góes destaca importância da população estar preparada para agir diante de eventos climáticos extremos

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, reforçou nesta quinta-feira (18) a importância da conscientização da população sobre os riscos de desastres naturais e o uso adequado do sistema Defesa Civil Alerta, ferramenta criada pelo Governo Federal para antecipar situações de emergência e salvar vidas.

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, o chefe da pasta afirmou que o sucesso das ações de prevenção depende não apenas da tecnologia disponível, mas também da preparação da sociedade para responder aos alertas emitidos em situações de risco.

“Nenhuma tecnologia e nenhum plano funcionam se o brasileiro não tiver a cultura do risco implantada. Precisamos fortalecer essa integração entre governos, instituições e população para que as pessoas saibam como agir diante de uma emergência”, afirmou.

Ferramenta envia alertas diretamente para celulares

Criado em dezembro de 2024, o Defesa Civil Alerta utiliza a rede de telefonia móvel para enviar notificações de emergência diretamente aos celulares localizados em áreas ameaçadas por eventos extremos.

Os avisos aparecem em destaque na tela dos aparelhos e podem emitir alertas sonoros mesmo quando o dispositivo está configurado no modo silencioso, dependendo do nível de gravidade da ocorrência.

A ferramenta tem como objetivo informar e orientar a população diante de riscos como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, tempestades, vendavais e queda de granizo, complementando outros sistemas já existentes de monitoramento e comunicação de emergências.

Cultura de prevenção

Segundo Waldez Góes, o Brasil historicamente concentrou esforços na resposta aos desastres após sua ocorrência, mas tem ampliado investimentos em prevenção e monitoramento.

“O desafio é enxergar os riscos antes que eles aconteçam, trabalhar planos de contingência e preparar a população para reagir adequadamente quando um alerta for emitido”, destacou.

Como exemplo, o ministro citou o tornado que atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, em novembro do ano passado. Embora os sistemas de monitoramento apontassem a possibilidade de eventos severos, não era possível prever exatamente onde o fenômeno se formaria e quais áreas seriam atingidas.

Para ele, situações como essa demonstram a necessidade de comunidades treinadas e conscientes sobre procedimentos de segurança.

Simulações podem salvar vidas

O ministro também defendeu que estados e municípios realizem treinamentos periódicos para que a população esteja familiarizada com os protocolos de emergência.

De acordo com Waldez Góes, escolas, igrejas, empresas e instituições públicas devem participar ativamente dos planos de contingência elaborados pelas Defesas Civis locais.

“Se uma comunidade conhece os riscos da região onde vive e sabe como agir quando recebe um alerta, a capacidade de resposta é muito maior”, afirmou.

Mais de 2 mil alertas emitidos

Dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional mostram que o sistema já emitiu 2.103 alertas desde sua implantação até março de 2026.

Do total, 34 foram testes operacionais. Entre os avisos reais, a maioria esteve relacionada a chuvas intensas, tempestades, alagamentos e deslizamentos de terra.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e atualmente está disponível em todo o território nacional.

Serviço gratuito e sem necessidade de cadastro

O Defesa Civil Alerta funciona gratuitamente e não exige cadastro prévio dos usuários. O sistema opera em aparelhos Android e iPhone compatíveis, lançados a partir de 2020, com cobertura de rede 4G ou 5G.

O serviço também não depende de pacote de dados ou conexão Wi-Fi para receber as notificações.

Dois níveis de alerta

O sistema trabalha com dois níveis de aviso.

O Alerta Severo é utilizado em situações que exigem atenção e medidas preventivas. Nesses casos, o celular emite um aviso sonoro discreto e exibe a mensagem na tela do aparelho.

Já o Alerta Extremo é reservado para situações de risco grave e iminente à vida. Nessa modalidade, o aparelho emite um som contínuo mesmo quando está no modo silencioso, exigindo que o usuário visualize a mensagem antes de liberar a tela.

A expectativa do Governo Federal é ampliar cada vez mais o alcance da ferramenta e fortalecer a cultura de prevenção no país, contribuindo para reduzir os impactos causados por eventos climáticos extremos e proteger a população em situações de emergência.

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