Redação Plenax – Flavia Andrade
Pré-candidato ao Senado afirma que fortalecimento do financiamento federal é fundamental para ampliar atendimentos e garantir sustentabilidade de hospitais públicos e filantrópicos
A ampliação dos investimentos federais na saúde pública, a atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento de hospitais públicos e filantrópicos estão entre as prioridades defendidas pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja.
Segundo ele, o aumento da participação da União no financiamento da saúde é essencial para melhorar o atendimento à população, ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, além de permitir a contratação de mais profissionais e a modernização da estrutura hospitalar em todo o país.
“Quero trabalhar para fortalecer o financiamento da saúde pública. Precisamos ampliar os recursos federais destinados ao setor para oferecer um atendimento mais eficiente, humanizado e acessível para a população”, afirmou.
Debate passa pelo pacto federativo
Na avaliação de Reinaldo, a discussão sobre a qualidade dos serviços de saúde está diretamente ligada ao modelo de distribuição dos recursos arrecadados no país.
Ele argumenta que a União concentra a maior parte da arrecadação tributária nacional, enquanto estados e municípios assumem parcela significativa da execução dos serviços públicos, incluindo a manutenção das redes de saúde.
“A maior parte dos impostos arrecadados permanece com o Governo Federal. Precisamos discutir uma participação mais robusta da União no financiamento da saúde para garantir que estados e municípios tenham condições de ampliar e qualificar os serviços prestados à população”, defendeu.
Municípios ampliam investimentos
Dados de entidades que acompanham o financiamento do SUS apontam que estados e municípios têm aumentado gradativamente sua participação nos gastos com saúde ao longo das últimas décadas.
Levantamentos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) indicam que a participação federal no financiamento do sistema caiu de cerca de 52% para 40% nos últimos 20 anos.
Ao mesmo tempo, muitos municípios passaram a investir percentuais superiores ao mínimo constitucional de 15% de suas receitas na área da saúde. Em diversas cidades brasileiras, os investimentos já ultrapassam 23%.
Em 2024, segundo os dados apresentados pelas entidades, os municípios destinaram aproximadamente R$ 58 bilhões acima do piso constitucional para garantir o funcionamento dos serviços de saúde.
Defasagem da tabela SUS preocupa setor
Outro tema considerado prioritário por Reinaldo é a atualização da tabela SUS, utilizada pelo Governo Federal para remunerar consultas, exames, cirurgias e demais procedimentos realizados por hospitais credenciados ao sistema público.
De acordo com o pré-candidato, a defasagem dos valores pagos pelo SUS tem gerado dificuldades financeiras para unidades hospitalares em todo o país.
“A tabela SUS está há muitos anos sem uma atualização compatível com os custos reais dos atendimentos. Isso cria um desequilíbrio que afeta diretamente a capacidade de funcionamento das instituições de saúde”, afirmou.
Hospitais filantrópicos enfrentam desafios
A situação é considerada especialmente preocupante para Santas Casas e hospitais filantrópicos, responsáveis por uma parcela significativa dos atendimentos realizados pelo SUS.
Segundo Reinaldo, essas instituições exercem papel fundamental na assistência à população e precisam de maior suporte financeiro para manter a qualidade dos serviços prestados.
“São hospitais que atendem milhares de brasileiros todos os dias e que frequentemente enfrentam dificuldades para equilibrar suas contas. Garantir condições adequadas de funcionamento dessas instituições é investir diretamente na saúde da população”, destacou.
Para o ex-governador, a combinação entre maior participação da União no financiamento da saúde, atualização da tabela SUS e fortalecimento da rede hospitalar pode contribuir para reduzir filas, ampliar o acesso aos serviços e melhorar a qualidade do atendimento oferecido aos usuários do sistema público em todo o país.

