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Empreendedorismo feminino ganha força e impulsiona geração de renda em Mato Grosso do Sul

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Com aproximadamente 160 mil mulheres à frente de negócios em Mato Grosso do Sul, o empreendedorismo feminino se consolida como uma das principais forças de desenvolvimento econômico do Estado. A gestão do governador Eduardo Riedel tem ampliado ações voltadas à qualificação profissional, acesso ao crédito, formalização e fortalecimento de empresas lideradas por mulheres.

Dados levantados em março de 2026, com base no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), apontam que as mulheres representam cerca de 42% dos empresários registrados em Mato Grosso do Sul. A presença feminina é especialmente expressiva nos setores de serviços, comércio e indústria, áreas que concentram grande parte dos empreendimentos do Estado.

Somente em 2025, mais de 25,8 mil empresas foram abertas por mulheres sul-mato-grossenses, evidenciando o protagonismo feminino na geração de renda e na movimentação da economia regional. No mercado de trabalho formal, elas também tiveram participação significativa: dos 19.540 empregos criados no período, 8.679 foram ocupados por mulheres, o equivalente a cerca de 44% do saldo positivo.

Para o governador Eduardo Riedel, incentivar o empreendedorismo feminino significa ampliar oportunidades e promover desenvolvimento social. Segundo ele, quando uma mulher conquista autonomia financeira por meio do trabalho ou de um negócio próprio, os benefícios alcançam toda a família e a comunidade onde ela está inserida.

As iniciativas são desenvolvidas por meio de parcerias entre o Governo do Estado, o Sebrae, a Fecomércio MS, a Semadesc e a Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres. Entre as ações estão cursos de capacitação, mentorias, incentivo à gestão empresarial e orientação para acesso a linhas de crédito.

Um dos destaques é o programa Sebrae Delas, que tem contribuído para o fortalecimento de negócios liderados por mulheres. Pesquisa realizada com participantes revelou que mais de 85% consideraram a iniciativa transformadora para o crescimento pessoal e profissional.

A empresária Francielly Carlos, proprietária de uma loja de eletrônicos e informática no Camelódromo de Campo Grande, relata que conseguiu aumentar o faturamento da empresa em mais de 30% após participar de programas de capacitação. Atualmente, seu negócio gera empregos diretos e indiretos, ampliando o impacto econômico da atividade.

Inclusão e oportunidades nas comunidades indígenas

O incentivo ao empreendedorismo feminino também alcança comunidades indígenas. Em Brasilândia, uma parceria entre o Governo do Estado e o Sebrae promoveu a primeira edição do Empretec Indígena, beneficiando mulheres da comunidade Ofayé.

Entre os exemplos de sucesso está a cacique Ramona Coimbra Pereira, que coordena um grupo de artesãs responsáveis por comercializar produtos em feiras estaduais e nacionais, incluindo a Feneart, considerada uma das maiores feiras de artesanato da América Latina.

Segundo Ramona, a iniciativa ampliou oportunidades de negócios, fortaleceu a autonomia financeira das famílias e valorizou a cultura indígena, sem abrir mão das tradições locais.

Desenvolvimento com impacto social

Especialistas destacam que o fortalecimento do empreendedorismo feminino vai além dos indicadores econômicos. Ao ampliar o acesso à qualificação e às oportunidades, as políticas públicas contribuem para a redução das desigualdades, geração de empregos e fortalecimento das economias locais.

Com ações voltadas para mulheres de diferentes perfis e regiões, Mato Grosso do Sul avança na construção de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, transformando talento, criatividade e dedicação em crescimento econômico e desenvolvimento social.

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