Redação Plenax – Flavia Andrade
Sistema cobre mais de 1 milhão de hectares no estado e protege diretamente 300 mil hectares de vegetação nativa durante o período de estiagem
Com a aproximação do período mais crítico para queimadas em Mato Grosso do Sul, a Suzano reforçou sua estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais com a incorporação de novas tecnologias voltadas à proteção do Cerrado. A companhia passou a utilizar um sistema de inteligência artificial para identificação automática de focos de fumaça e um drone equipado com câmera térmica de alta precisão, ampliando a capacidade de resposta em áreas monitoradas.
A operação cobre mais de 1 milhão de hectares de florestas no estado e protege diretamente mais de 300 mil hectares de vegetação nativa e áreas de preservação ambiental. O investimento anual da empresa na operação de prevenção e combate a incêndios em Mato Grosso do Sul chega a R$ 25 milhões.
Segundo o gerente de Inteligência Patrimonial da Suzano em Mato Grosso do Sul, Amarildo José Nunes, o objetivo é fortalecer a proteção ambiental e reduzir riscos para comunidades próximas às áreas monitoradas.
“O Cerrado é um dos principais patrimônios naturais de Mato Grosso do Sul. Durante o período de estiagem, os incêndios representam uma ameaça tanto para a biodiversidade quanto para as populações que vivem no entorno dessas regiões. Por isso, investimos continuamente em tecnologia e estrutura operacional para ampliar a capacidade de prevenção e resposta”, afirma.
Estrutura reforçada para a estiagem
A operação conta atualmente com 241 profissionais mobilizados durante o período crítico, sendo 167 brigadistas fixos e outros 74 colaboradores da operação florestal que atuam como reforço às equipes de combate.
Entre agosto e outubro, meses de maior incidência de queimadas, a ampliação do efetivo permite reduzir o tempo médio de resposta em até 15 minutos, possibilitando que o combate seja iniciado em cerca de uma hora após a identificação da ocorrência.
A estrutura também dispõe de duas aeronaves, caminhões-pipa, veículos equipados para combate ao fogo e sistemas de rastreamento via satélite que permitem acompanhar, em tempo real, a localização das brigadas em campo.
Neste ano, a empresa renovou parte da frota operacional com a aquisição de dois novos caminhões-pipa e cinco caminhonetes equipadas com kits de combate a incêndio.
Inteligência artificial acelera identificação de focos
O sistema de monitoramento utiliza 57 torres instaladas em pontos estratégicos das operações florestais de Mato Grosso do Sul. Equipadas com câmeras de visão panorâmica em 360 graus, as estruturas enviam imagens continuamente para centrais localizadas nos municípios de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.
Com a integração da inteligência artificial, sinais de fumaça passam a ser identificados automaticamente, reduzindo o intervalo entre a detecção do foco e o acionamento das equipes de combate.
Outra novidade é o uso do drone DJI Mavic 3T, equipado com câmera térmica de alta resolução e sistema de zoom avançado. O equipamento consegue identificar focos de calor na vegetação antes mesmo que a fumaça seja perceptível a olho nu, permitindo uma atuação mais rápida e precisa das brigadas.
As imagens captadas são transmitidas em tempo real para as equipes em campo, auxiliando na definição das estratégias de combate e aumentando a eficiência das operações.
Trabalho conjunto fortalece prevenção
Além da estrutura própria, a Suzano atua de forma integrada com empresas associadas à Reflore, associação que reúne produtores florestais de Mato Grosso do Sul. A cooperação permite o compartilhamento de informações, recursos e apoio operacional durante toda a temporada de estiagem.
De acordo com Amarildo Nunes, o enfrentamento aos incêndios florestais exige atuação coletiva.
“Os incêndios têm impacto regional e exigem resposta coordenada. A integração entre empresas, produtores e instituições é fundamental para ampliar a capacidade de prevenção e combate em todo o território”, destaca.
Conservação ambiental
Atualmente, a Suzano mantém 1,136 milhão de hectares de florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso do Sul. Desse total, 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, abrangendo áreas de vegetação nativa, reservas ambientais e áreas de preservação permanente.
Com o reforço tecnológico e operacional, a expectativa é ampliar a proteção dessas áreas durante o período de maior risco de incêndios, contribuindo para a preservação do Cerrado e para a segurança das comunidades vizinhas.

