Redação Plenax – Flavia Andrade
Nova estrutura será inaugurada em junho e promete integrar ambulâncias, hospitais e equipes médicas em operações de emergência em todo o país
Brasília foi escolhida para sediar um dos maiores centros de controle operacional em saúde emergencial do Brasil. A nova estrutura, que será inaugurada no próximo dia 16 de junho pelo Grupo Med+, terá a missão de coordenar atendimentos de urgência e emergência que alcançam mais de 56 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, em diferentes regiões do país.
O volume de usuários atendidos representa aproximadamente um quarto da população brasileira e engloba operações em 54 aeroportos, 14 rodovias, grandes empresas e centros de alta circulação. O objetivo é ampliar a integração entre equipes médicas, ambulâncias, hospitais e sistemas de monitoramento para agilizar a tomada de decisões em situações críticas.
A iniciativa surge em um cenário de crescente pressão sobre os serviços de emergência. Dados do setor apontam que mais de 30% das unidades consideradas críticas registram atrasos superiores a 15 minutos no atendimento de chamadas urgentes. Paralelamente, hospitais privados enfrentaram um aumento de 22% na demanda por atendimentos imediatos nos últimos três anos.
Segundo a CEO do Grupo Med+, Bruna Reis, a eficiência no atendimento começa muito antes da chegada da equipe médica ao local da ocorrência.
“A emergência exige coordenação antes mesmo da chegada da equipe ao local. Quando dados, protocolos e pessoas estão conectados, a operação ganha precisão e o atendimento deixa de depender apenas da reação ao chamado”, afirma.
A escolha da capital federal para receber o centro operacional foi motivada por sua posição estratégica no território nacional e pela facilidade de conexão logística e institucional. A estrutura foi projetada para monitorar ocorrências em tempo real, acompanhar deslocamentos, organizar prioridades de atendimento e manter comunicação direta entre os profissionais envolvidos em cada operação.
O modelo pretende responder aos desafios enfrentados em ambientes de grande movimentação, como aeroportos, rodovias, centros logísticos e polos empresariais, onde acidentes, eventos climáticos ou emergências médicas podem exigir a atuação simultânea de diferentes equipes e órgãos de apoio.
Nesses cenários, a rapidez da resposta depende não apenas da disponibilidade de ambulâncias, mas da capacidade de interpretar corretamente a ocorrência, definir rotas, mobilizar recursos adequados e estabelecer contato imediato com as unidades de saúde responsáveis pelo atendimento.
Para especialistas do setor, a criação do centro reflete uma transformação no modelo de gestão da saúde emergencial no país, em que tecnologia, logística e inteligência operacional passam a desempenhar papel tão importante quanto a estrutura médica disponível em campo.
“A resposta precisa ser planejada como um sistema integrado. O atendimento começa na central, na análise correta da ocorrência e na capacidade de acionar o recurso adequado no menor tempo possível”, destaca Bruna Reis.
Com a nova operação, Brasília reforça sua posição estratégica na coordenação de serviços de alcance nacional e passa a concentrar uma estrutura voltada à gestão de ocorrências de alta complexidade, conectando diferentes regiões do país em uma única rede de resposta emergencial.

