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Manejo adequado na vacinação bovina reduz perdas e aumenta a eficiência nas propriedades rurais

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

A vacinação do rebanho é uma das principais ferramentas para garantir a sanidade animal e a produtividade nas propriedades rurais. No entanto, especialistas alertam que a eficácia do procedimento depende não apenas da qualidade das vacinas, mas também das condições de manejo e da estrutura utilizada durante a aplicação.

Segundo a Beckhauser, empresa especializada em equipamentos de contenção bovina, a adoção de sistemas de contenção individual pode trazer benefícios significativos tanto para os animais quanto para os trabalhadores envolvidos no manejo. A prática contribui para reduzir o estresse do rebanho, diminuir riscos de acidentes e garantir maior precisão na aplicação das vacinas.

De acordo com a gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da empresa, Carla Ferrarini, a contenção individual oferece mais segurança durante o processo. “Quando o animal é contido individualmente, há mais segurança para quem realiza o manejo e para o próprio animal. Isso reduz riscos de acidentes, evita situações de estresse e garante maior assertividade na aplicação da vacina”, explica.

Em muitas propriedades, a vacinação ainda é realizada em sistemas de contenção coletiva, onde vários animais permanecem juntos durante o procedimento. Nesses casos, podem ocorrer quedas, lesões, aumento do estresse e até falhas na imunização, além de elevar o risco de acidentes de trabalho.

Os impactos também atingem a rentabilidade da atividade. Erros na aplicação podem resultar em desperdício de vacinas, quebra de agulhas, formação de abscessos vacinais e falhas de dosagem, fatores que comprometem o desempenho do rebanho e geram prejuízos econômicos.

Estudos realizados pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), indicam que o tempo necessário para vacinar animais em contenção individual é praticamente o mesmo observado em sistemas coletivos. A diferença, segundo os pesquisadores, está na redução das perdas, na diminuição dos acidentes e no aumento da eficiência operacional.

Outra prática recomendada pelos especialistas é a chamada “escolinha”, método que consiste em permitir que os animais passem pelos equipamentos de contenção antes da realização dos manejos sanitários. O objetivo é familiarizar o rebanho com a estrutura, reduzindo a reatividade e o estresse durante procedimentos futuros.

Para o setor pecuário, a combinação entre boas práticas de manejo, infraestrutura adequada e foco no bem-estar animal tem se mostrado uma estratégia cada vez mais importante para aumentar a produtividade, reduzir perdas e fortalecer a sustentabilidade da atividade.

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