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Tereza Cristina admite possibilidade de disputar Presidência e defende união da direita contra Lula

Foto: Divulgação/Elias Campos/PMCG

Redação Plenax – Flavia Andrade

A senadora Tereza Cristina admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante evento em Campo Grande, quando defendeu a união dos partidos de direita em torno de um nome capaz de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas.

Durante o lançamento do programa “Vira CG Saúde”, a parlamentar afirmou que o campo conservador precisa permanecer unido para construir uma candidatura competitiva ao Palácio do Planalto.

“Eu acho que a direita precisa sentar e permanecer unida. A direita precisa ter um nome que vença o seu opositor, que é o presidente Lula e o PT. Então, se é o nome do Flávio, do Zema, do Caiado, ou até o meu, ou de outros que possam surgir”, declarou.

Apesar de admitir a possibilidade, Tereza Cristina ponderou que ainda não se considera oficialmente pré-candidata.

“O meu nome não está na roda. Falam no meu nome, eu fico muito honrada com isso, mas ninguém é candidato de si mesmo. Isso até me envaidece ter o meu nome lembrado pela direita brasileira”, afirmou.

Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, Tereza passou a ser citada nos bastidores políticos como alternativa da direita em meio ao desgaste envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.

Saúde pública e cenário político em Campo Grande

O evento em que a senadora participou também marcou o lançamento do programa “Vira CG Saúde”, anunciado pela prefeita Adriane Lopes. A iniciativa prevê investimento de R$ 60 milhões para realização de cirurgias, exames e atendimentos especializados na Capital.

A gestão municipal, no entanto, enfrenta críticas diante da crise no abastecimento da rede pública de saúde. Investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul apontam uma dívida de aproximadamente R$ 197 milhões com fornecedores de medicamentos e materiais hospitalares, situação que teria contribuído para a falta de remédios e insumos em unidades de saúde da Capital.

A administração municipal também tenta recuperar a imagem após sucessivas críticas relacionadas à infraestrutura urbana, atendimento na saúde e operações policiais que investigam contratos e possíveis irregularidades na prefeitura.

Nos bastidores políticos, o movimento de Tereza Cristina ocorre em meio às articulações da direita para as eleições de 2026, envolvendo nomes como os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de lideranças ligadas ao bolsonarismo e ao Centrão.

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