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Cafeicultura cresce no DF com apoio de tecnologia e aposta em cafés especiais

Fotos: Divulgação/Emater-DF

Redação Plenax – Flavia Andrade

A cafeicultura do Distrito Federal vem ganhando força como alternativa de geração de renda no campo, impulsionada pelo avanço tecnológico, assistência técnica e pesquisas voltadas à produção de cafés especiais. O tema esteve no centro do Dia de Campo Cafeicultura do DF, realizado nesta sexta-feira (8), na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina.

O evento reuniu produtores rurais, pesquisadores, extensionistas e estudantes para discutir soluções voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia produtiva do café no Distrito Federal.

Promovido pela Emater-DF, Embrapa Café, Embrapa Cerrados e Consórcio Pesquisa Café, o encontro aproximou pesquisa científica e realidade do produtor rural por meio de estações técnicas voltadas ao manejo, irrigação, controle de pragas e diversificação da produção.

Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 172 produtores de café distribuídos em aproximadamente 419 hectares cultivados, com produção anual estimada em 830 toneladas, segundo dados da Emater-DF.

O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que a cafeicultura local vem se consolidando principalmente entre pequenos produtores, que apostam em cafés de maior valor agregado para ampliar a rentabilidade.

“A cafeicultura está ganhando uma dimensão muito importante no Distrito Federal. O Cerrado possui clima, altitude e condições favoráveis para produção de cafés especiais. Como boa parte das propriedades trabalha com pequenas áreas, investir em qualidade e tecnologia é essencial para garantir competitividade”, afirmou.

Durante o evento, os participantes passaram por estações técnicas que apresentaram orientações sobre nutrição e irrigação do cafeeiro, manejo fitossanitário, escolha de cultivares e sistemas integrados de produção, incluindo o cultivo consorciado entre café e baru.

A proposta é ampliar eficiência produtiva e sustentabilidade das lavouras, além de criar alternativas para diversificação da renda no meio rural.

O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, ressaltou que a pesquisa agropecuária tem papel decisivo no desenvolvimento de sistemas adaptados às características do Cerrado.

“Temos pesquisas voltadas ao desenvolvimento de variedades, manejo, integração de culturas e controle de pragas para tornar a atividade mais eficiente e sustentável para os produtores do Distrito Federal e Entorno”, explicou.

Para o produtor rural Rubens Alves, da região do Lago Oeste, a aproximação entre pesquisa e assistência técnica fortalece a segurança para investir na atividade.

“O que é desenvolvido pela pesquisa chega até nós através da Emater. Isso nos dá mais segurança para melhorar a produção e investir em qualidade”, relatou.

O chefe-geral da Embrapa Café, Rodolfo Oliveira, afirmou que o crescimento da cafeicultura no DF demonstra o potencial da região para produção de cafés premium.

“O Distrito Federal possui uma cafeicultura em expansão, formada principalmente por pequenos produtores, mas já reconhecida pela alta qualidade dos cafés produzidos”, destacou.

Segundo o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno, o café produzido na capital deixou de focar apenas em volume e passou a buscar diferenciação pela qualidade.

“Hoje o DF se destaca na produção de cafés especiais e premium, com potencial inclusive para atender mercados internacionais mais exigentes”, afirmou.

A Emater-DF mantém acordo de cooperação técnica com a Embrapa Café para capacitação de produtores, realização de treinamentos e transferência de tecnologia ao setor produtivo, fortalecendo a cafeicultura como atividade estratégica para geração de renda e valorização das pequenas propriedades rurais do Distrito Federal.

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