Redação Plenax
Sintomas aparentemente comuns, como cansaço excessivo e falta de ar, podem esconder uma condição rara e potencialmente grave: a Hipertensão Pulmonar. O alerta ganha força neste 5 de maio, data em que é celebrado o Dia Mundial da doença, com foco na importância do diagnóstico precoce.
A administradora Juliana Vieira Mendes viveu na prática o impacto do atraso na identificação do problema. Após meses sentindo sinais como tontura, fadiga e inchaço nas pernas, ela enfrentou uma crise intensa. “Eu sentia como se estivesse me afogando no ar”, relembra. O diagnóstico veio após a piora dos sintomas, associados também à Esclerose Sistêmica, condição que aumenta o risco de desenvolver a doença.
Hoje, Juliana é acompanhada no Hospital de Base do Distrito Federal, referência no tratamento da condição. A unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, realiza cerca de 80 atendimentos mensais relacionados à hipertensão pulmonar.
De acordo com o pneumologista Ygor Mourão, o diagnóstico correto depende de avaliação especializada. “A doença tem diferentes causas e classificações, o que exige investigação detalhada para definir o tratamento adequado”, explica.
A hipertensão pulmonar é caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias dos pulmões e pode estar associada a doenças cardíacas, respiratórias, autoimunes ou à presença de coágulos antigos. Por essa diversidade de origens, a condição é dividida em cinco grupos clínicos, o que influencia diretamente na abordagem terapêutica.
Entre os principais sinais de alerta estão falta de ar sem causa aparente, cansaço progressivo, tontura e inchaço nas pernas. A orientação é que, diante desses sintomas, o paciente procure uma unidade básica de saúde para avaliação inicial e, se necessário, seja encaminhado para centros especializados.
Embora rara, com incidência estimada entre dois e cinco casos por milhão de adultos ao ano, a doença exige atenção. O desconhecimento ainda é um dos principais fatores que atrasam o diagnóstico e o início do tratamento.
Especialistas reforçam que o acompanhamento contínuo é essencial para controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e garantir um tratamento mais eficaz.

