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Referência no SUS, hospital oncológico do Rio enfrenta déficit e convoca sociedade para manter atendimentos

Foto: Divulgação

Redação Plenax

Há mais de 80 anos, o Hospital Mário Kroeff mantém portas abertas para pacientes oncológicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o futuro da instituição depende cada vez mais do apoio da sociedade. Fundado em 1944 pelo médico Mário Kroeff, também responsável pela criação do Instituto Nacional de Câncer, o hospital é hoje a maior unidade privada prestadora de serviços oncológicos ao SUS no estado do Rio de Janeiro.

Somente em 2025, a instituição ultrapassou a marca de 70 mil procedimentos realizados, incluindo cirurgias, sessões de radioterapia, quimioterapia e atendimentos clínicos. Apesar do volume expressivo, a operação enfrenta um desafio recorrente: os repasses do SUS não cobrem integralmente os custos do tratamento oncológico de alta complexidade, gerando déficit financeiro mensal.

Com atendimento 100% voltado ao sistema público, o hospital oferece estrutura completa em especialidades como oncologia, mastologia, ginecologia, cabeça e pescoço, urologia e cirurgia geral, além de suporte multidisciplinar com psicologia, nutrição, fisioterapia, fonoaudiologia e serviço social. Entre os serviços disponíveis estão quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e exames diagnósticos essenciais.

Os números recentes evidenciam a expansão da capacidade assistencial. Entre 2024 e 2025, houve crescimento de 72,22% nas consultas oncológicas e aumento de 165,69% nos atendimentos de primeira vez. As cirurgias pelo SUS avançaram 27,66%, enquanto sessões de quimioterapia cresceram 40,88% e a radioterapia registrou alta de 32,63%.

A unidade passou por um processo de reestruturação sob gestão da Fundação Severino Sombra, que possibilitou recuperar a capacidade operacional e projetar ampliação dos atendimentos em 2026. A meta agora é expandir o acesso ao tratamento gratuito para a população fluminense.

Para sustentar esse crescimento, a instituição aposta no fortalecimento de uma rede de doadores, pessoas físicas e empresas, que contribuam de forma contínua. A estratégia busca garantir a manutenção dos serviços, atualização de equipamentos e continuidade do atendimento a pacientes que dependem exclusivamente do SUS.

A história do hospital se confunde com a própria trajetória da oncologia no Brasil. Idealizado por um dos pioneiros no combate ao câncer no país, o espaço segue como referência no tratamento humanizado, mas enfrenta o desafio de equilibrar missão social e sustentabilidade financeira.

As doações podem ser realizadas pelo site oficial da instituição, que também centraliza informações para parcerias. O hospital reforça que cada contribuição impacta diretamente na continuidade dos atendimentos e na vida de milhares de pacientes.

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