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“Nós não vamos aceitar”, diz Nelsinho Trad após fala ofensiva de aliado de Trump contra brasileiras

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Nelsinho Trad, reagiu duramente às declarações de Paolo Zampolli, aliado de Donald Trump, após comentários considerados misóginos e xenófobos contra mulheres brasileiras durante entrevista à emissora italiana RAI.

Segundo o senador, as falas são inadmissíveis e exigem resposta institucional do Brasil.

“Inaceitável. Na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, vou fazer uma proposição a ser apreciada pelo nosso colegiado, colocando a ele um título de persona non grata no Brasil, no território brasileiro, solicitando uma retratação com pedido de desculpas.”

Proposta de reação diplomática

De acordo com Nelsinho Trad, será apresentada à comissão uma proposta para declarar Paolo Zampolli persona non grata no país, além de cobrança formal por retratação pública.

As declarações ganharam repercussão após entrevista em que Zampolli chamou brasileiras de “prostitutas”, “raça maldita” e afirmou que seriam “programadas para causar confusão”, ao comentar relação com a ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro.

Para o senador sul-mato-grossense, o episódio ultrapassa limites diplomáticos e atinge diretamente a dignidade das mulheres brasileiras.

“As mulheres brasileiras são trabalhadoras, meritórias de todos os elogios, inaceitável sob qualquer aspecto. Nós precisamos dar uma resposta à altura dessa declaração descabida desse senhor.”

Em seguida, reforçou o posicionamento:

“Nós não vamos aceitar.”

Histórico recente de diálogo com os EUA

A reação ocorre em meio a esforços recentes do Senado brasileiro para manter interlocução com os Estados Unidos. Em 2025, Nelsinho Trad liderou missão oficial de parlamentares a Washington para discutir medidas tarifárias anunciadas por Donald Trump contra produtos brasileiros.

Na ocasião, a comitiva apresentou argumentos sobre impactos econômicos para empresas norte-americanas, empregos no Brasil e efeitos sobre a balança comercial entre os dois países.

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