Redação Plenax
Dois transplantes renais realizados no Hospital de Base do Distrito Federal marcaram um novo começo para pacientes que dependiam de diálise. Os procedimentos, conduzidos por equipes do hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, devolveram qualidade de vida a João Mendes e Lucas Pereira.
Ambos conviviam com doença renal crônica e receberam órgãos de um mesmo doador, em uma operação que mobilizou diferentes setores da unidade.
Corrida contra o tempo
A compatibilidade foi confirmada na Sexta-feira Santa, e a mobilização começou imediatamente. Os pacientes foram chamados, passaram por exames durante a madrugada e foram submetidos às cirurgias no sábado (4), em procedimentos realizados pela mesma equipe médica.
Segundo o urologista Guilherme Coaracy, o tempo é fator decisivo no sucesso do transplante.
“Quanto mais rápido o órgão é transplantado, maiores são as chances de preservação das funções e melhor recuperação do paciente”, explicou.
Estrutura mobilizada
A responsável técnica pelo serviço de transplantes, Viviane Brandão, destacou que a realização dos procedimentos envolve praticamente toda a estrutura hospitalar.
Exames laboratoriais, radiológicos e suporte cirúrgico são essenciais para garantir que os pacientes estejam aptos a receber o órgão.
Recomeço simbólico
Para João, a coincidência com o período da Páscoa trouxe ainda mais significado ao momento. Já Lucas celebrou a nova oportunidade, reconhecendo também a importância do gesto da família do doador.
Doação que salva vidas
A equipe de saúde reforça que a doação de órgãos é fundamental para ampliar o acesso aos transplantes. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, o transplante renal é o mais realizado no país, com dezenas de milhares de procedimentos nos últimos anos.
O processo depende da compatibilidade entre doador e receptor, além da autorização familiar — etapa considerada decisiva.
Lista de espera
Pacientes com doença renal crônica em estágio avançado precisam passar por avaliação médica e exames específicos para ingressar na lista de espera, gerenciada pela Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal.
Os casos recentes no Hospital de Base reforçam o impacto direto da doação de órgãos, capaz de transformar diagnósticos graves em novas chances de vida.

