Redação Plenax
Com a chegada do período de chuvas em várias regiões do Brasil, aumenta também o risco de prejuízos em residências provocados por vendavais, descargas elétricas e oscilações na rede de energia. Esses fenômenos climáticos estão entre as principais causas de danos estruturais e queima de equipamentos eletrônicos durante tempestades.
Especialistas do setor de seguros alertam que muitas pessoas ainda associam o seguro residencial apenas a incêndios ou furtos, mas a cobertura pode incluir uma série de situações comuns durante o período chuvoso, como destelhamentos, danos elétricos e queda de árvores.
Segundo Gustavo Zanon, CEO da Seguralta, o aumento de eventos climáticos intensos tem feito crescer a procura por seguro residencial no país.
De acordo com o especialista, durante o período de chuvas são mais frequentes ocorrências como danos no telhado causados por ventos fortes, queima de eletrodomésticos após descargas elétricas e prejuízos relacionados a quedas de energia. Equipamentos como televisores, geladeiras, roteadores e computadores estão entre os itens mais vulneráveis quando há variações na rede elétrica durante tempestades.
Além das coberturas para danos, muitos seguros residenciais também oferecem serviços de assistência emergencial, como reparos elétricos, consertos hidráulicos e suporte para manutenção residencial.
Apesar disso, o seguro residencial ainda é pouco utilizado no Brasil, principalmente quando comparado a outros tipos de proteção patrimonial. Segundo especialistas, muitas pessoas acreditam que o serviço é caro, mas existem planos considerados acessíveis e que podem evitar prejuízos maiores em caso de eventos inesperados.
Com a previsão de novas chuvas intensas nas próximas semanas em diversas regiões do país, a orientação é que moradores adotem medidas preventivas, como revisar telhados, verificar instalações elétricas, evitar sobrecarga de equipamentos e desligar aparelhos durante tempestades com descargas elétricas.
Especialistas reforçam que a prevenção é a principal forma de reduzir riscos, mas destacam que, em casos de eventos climáticos severos, mecanismos de proteção financeira podem ajudar a diminuir o impacto dos prejuízos causados por fenômenos naturais.

