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Dagoberto Nogueira deixa o PSDB e se filia ao PP, ampliando crise tucana em MS

Foto: Câmara dos Deputados

Redação Plenax

Mudança ocorre na reta final da janela partidária e dificulta formação de chapas para 2026

Na reta final da janela partidária, o deputado federal Dagoberto Nogueira decidiu deixar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se filiar ao Progressistas (PP), movimento que aumenta as incertezas da sigla tucana em Mato Grosso do Sul para a formação de chapas competitivas nas eleições.

A nova legenda no estado é liderada pela senadora Tereza Cristina e pelo governador Eduardo Riedel.

A decisão surpreendeu aliados porque, no início do mês, Dagoberto havia anunciado publicamente que permaneceria no PSDB após reunião em Brasília com o deputado federal Aécio Neves, presidente nacional da sigla. Na ocasião, o parlamentar afirmou que o grupo trabalharia para eleger ao menos dois deputados federais pelo partido.

PSDB perde força na bancada federal

Com a mudança de última hora, o PSDB volta a enfrentar dificuldades para montar chapas competitivas tanto para a Câmara dos Deputados do Brasil quanto para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A situação se agrava porque, dos três deputados federais eleitos pela legenda no estado, dois já confirmaram saída. Na última sexta-feira (27), o deputado Beto Pereira anunciou filiação ao Republicanos.

O presidente estadual do PSDB, Geraldo Resende, já havia sinalizado que também poderia deixar o partido caso os acordos firmados anteriormente com a direção nacional não fossem mantidos. O compromisso havia sido discutido em 2025 com o então presidente da legenda, Marconi Perillo.

Articulações regionais

Apesar das perdas na bancada federal, o partido conseguiu conter, nas últimas semanas, a saída de deputados estaduais, o que trouxe algum fôlego às articulações internas.

O deputado estadual Pedro Caravina afirmou que pretende conversar com a direção nacional da sigla para entender como ficará a estratégia eleitoral no estado.

Segundo ele, mesmo com a saída de nomes de peso, ainda existe possibilidade de montar chapas competitivas. “Podemos ter chapa estadual e até federal, mas sem medalhões”, afirmou.

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