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Operação Cripto Gato desmonta mineradora ilegal e evita prejuízo milionário no DF

Foto: Divulgação/Neoenergia

Redação Plenax

Uma ação conjunta da Neoenergia com a Polícia Civil do Distrito Federal desativou, nesta quarta-feira (18), uma mineradora clandestina de criptomoedas em São Sebastião. A operação evitou um prejuízo estimado em mais de R$ 1,5 milhão.

Durante a terceira fase da Operação Cripto Gato, equipes identificaram um esquema de furto de energia elétrica que abastecia 160 máquinas de mineração funcionando de forma ininterrupta, além de um transformador instalado irregularmente. Todo o material foi apreendido, e o local interditado.

Segundo as investigações, o consumo irregular era equivalente ao de mais de 10 mil residências por mês, causando instabilidade no fornecimento de energia para moradores, comércios e produtores rurais da região.

Batizada de Satoshi Fase II pela Polícia Civil do Distrito Federal, a operação também resultou na abertura de inquérito para apurar possíveis crimes relacionados à atividade clandestina.

De acordo com a Neoenergia, a mineração de criptomoedas exige alta demanda energética e estrutura adequada. No caso identificado, os equipamentos estavam ligados diretamente à rede, sem medição, o que sobrecarregava o sistema e aumentava o risco de falhas e acidentes.

Histórico de operações

As ações fazem parte de um conjunto de fiscalizações iniciadas neste ano. Na primeira fase da operação, em janeiro, duas mineradoras ilegais foram desativadas, com prejuízo estimado em R$ 400 mil. Já na segunda etapa, realizada em fevereiro, três unidades foram fechadas, com perdas que chegaram a R$ 5 milhões.

Riscos e penalidades

O furto de energia, popularmente conhecido como “gato”, é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena que pode chegar a oito anos de reclusão. Além do impacto financeiro, a prática representa risco à segurança da população, podendo provocar sobrecarga na rede elétrica, danos a equipamentos e interrupções no fornecimento.

A concessionária reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais de atendimento, contribuindo para coibir irregularidades e garantir a qualidade do serviço no Distrito Federal.

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