Redação Plenax – Flavia Andrade
O Partido Novo articula o lançamento de candidatura própria ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano. De acordo com o presidente estadual da sigla, Gustavo Scarpanti, três nomes estão no radar: o empresário Jaime Valler, dono do jornal O Estado de MS, e os deputados bolsonaristas Marcos Pollon e João Henrique Catan, ambos filiados ao PL.
Segundo Scarpanti, os convites e conversas já foram iniciados. “Fiz o convite para o Pollon, mas também conversei com o Catan e com o Jaime Valler, que demonstraram interesse em concorrer ao cargo”, afirmou. A intenção do partido é apresentar uma alternativa ao eleitorado, além do governador Eduardo Riedel (PP), que deve disputar a reeleição, e do ex-deputado federal Fábio Trad (PT).
Marcos Pollon chegou a ensaiar uma candidatura ao Executivo estadual, mas não encontra espaço dentro do PL, que já sinalizou apoio à reeleição de Riedel, ex-tucano. O deputado federal é conhecido pelo discurso agressivo e combativo, em linha semelhante à do ex-deputado Loester Trutis, adotando uma postura de confronto direto com adversários políticos.
O deputado estadual João Henrique Catan segue trajetória parecida. Ele se consolidou como um dos principais opositores do atual governador e ganhou projeção pelos embates frequentes com o presidente da Cassems, Ricardo Ayache. Apesar de filiado ao PL, Catan mantém posição crítica à gestão estadual.
Já o empresário Jaime Valler surgiu como nome a partir da articulação de um grupo de apoiadores e, segundo dirigentes do Novo, estaria disposto a aceitar o desafio. Sem filiação partidária, Valler carrega em seu histórico acusações relacionadas à sonegação de tributos e crimes ambientais.
Scarpanti ressalta que, independentemente do nome escolhido para a disputa majoritária, a prioridade do partido é montar uma chapa completa para as eleições proporcionais, com candidatos a deputado federal e estadual. Para o governo, o critério é objetivo. “Precisa ser alguém comprometido com os princípios, valores e práticas do Novo”, afirmou.
Entre as pautas consideradas essenciais estão a defesa da liberdade individual, da propriedade privada, do livre mercado, da igualdade de direitos e deveres, além do combate à corrupção e aos privilégios no setor público.
“Independentemente das chances eleitorais, é importante que o Novo tenha um candidato para defender suas bandeiras e apresentar uma alternativa clara ao eleitor”, concluiu o dirigente.

