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Saúde do DF gasta quase R$ 1 bilhão atendendo pacientes do Entorno

Foto: Agência Brasília

Redação Plenax – Flavia Andrade

Em 2025, moradores de outras unidades federativas representaram mais de 20% das internações, tratamentos especializados e ocupação de UTIs no Distrito Federal, gerando um custo estimado próximo a R$ 1 bilhão para a rede pública de saúde local.

Segundo o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, a proximidade com estados como Goiás e Minas Gerais transforma a capital em um polo de saúde, recebendo pacientes de diversas regiões, o que aumenta a pressão sobre o orçamento do SUS local.

Dados de 2025:

Internações: mais de 50 mil pacientes do Entorno; gastos com UTIs ultrapassaram R$ 134,4 milhões; internações cirúrgicas somaram R$ 89,1 milhões; partos custaram quase R$ 77 milhões.

Partos: 10,9 mil bebês nasceram de mães de outros estados, principalmente de Goiás, correspondendo a 30% do total de nascimentos nas unidades da SES-DF (42 mil no ano).

Tratamentos especializados: cirurgias oncológicas, insuficiência renal crônica e casos de doenças cerebrovasculares representaram entre 14% e 19% das internações de pacientes de fora.

UPAs e hospitais gerenciados pelo IgesDF: atenderam 227 mil pacientes de outros estados, equivalendo a 12% do total de atendimentos de 2025.

Desafios orçamentários

O financiamento do SUS prevê mecanismos de compensação para estados que atendem pacientes de outras regiões, mas, na prática, os valores muitas vezes não cobrem totalmente os custos, pressionando o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e os recursos próprios da SES-DF.

Planejamento estratégico

O secretário enfatiza a necessidade de planejamento realista para o atendimento à população. Por exemplo, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta 7 mil novos casos anuais entre moradores do DF. Considerando pacientes do Entorno, a rede precisaria estar preparada para 9 mil casos por ano, exigindo ajustes na capacidade de atendimento e orçamento.

O cenário evidencia a importância do diálogo entre estados e União para equilibrar responsabilidades, garantir acesso universal à saúde e manter a sustentabilidade financeira do sistema local.

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