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Atenção Psicossocial cresce 15% no DF e reforça integração da rede de saúde mental

Foto: Sandro Araújo /Agência Saúde DF

Redação Plenax – Flavia Andrade

A produção ambulatorial da Atenção Psicossocial no Distrito Federal registrou crescimento de 15% entre maio e agosto deste ano. De acordo com o Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) do 2º quadrimestre de 2025, apresentado na Câmara Legislativa na última quinta-feira (4), mais de 145 mil procedimentos foram realizados no período — a maior parte deles nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que concentram cerca de 99% dos atendimentos.

Criada em janeiro de 2025, a Subsecretaria de Saúde Mental atribui o avanço à reorganização da gestão e ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Uma das gerências estruturadas neste ano passou a atuar exclusivamente na articulação da rede e no apoio às equipes da Atenção Primária à Saúde (APS).

Integração e matriciamento fortalecidos

O relatório aponta que todos os Caps realizaram ações de matriciamento junto à APS no quadrimestre analisado. Em 74% das unidades, essas atividades ocorreram mais de cinco vezes por mês, superando a meta anual em mais de 10%.

Para a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer, o matriciamento é decisivo para qualificar o cuidado.
“O matriciamento serve para a gestão compartilhada de casos individuais, mas também gera impactos coletivos porque promove troca de conhecimento e qualificação das equipes. Ele contribui para a vinculação do usuário à Raps, e não apenas a um serviço isolado”, afirma.

A estratégia busca integrar equipes e construir, de forma conjunta, planos de intervenção, evitando encaminhamentos fragmentados e fortalecendo o cuidado longitudinal.

Expansão dos Caps

O Governo do Distrito Federal trabalha para ampliar a rede de 18 para 23 Centros de Atenção Psicossocial. Duas novas unidades — ambas voltadas ao atendimento infantojuvenil, sendo uma no Recanto das Emas e outra no Gama — estão com obras em fase avançada e previsão de entrega nos próximos meses. A unidade do Gama funcionará 24 horas.

O avanço na cobertura e na capacidade de atendimento reforça a política de saúde mental do DF, que vem ampliando acesso, integração entre serviços e resolutividade da rede.

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