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Teste do pezinho ampliado passa a funcionar em MS e amplia detecção de mais de 40 doenças pelo SUS

Fotos: André Lima

Redação Plenax – Flavia Andrade

O teste do pezinho ampliado entrou oficialmente em funcionamento em Mato Grosso do Sul a partir de 1º de janeiro, fortalecendo a política estadual de atenção à primeira infância e ampliando de forma significativa a triagem neonatal realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com a mudança, o exame passa a detectar mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas em recém-nascidos — número muito superior ao modelo anterior, que identificava apenas sete enfermidades.

A iniciativa integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e representa um avanço estratégico na política de diagnóstico precoce e cuidado integral à saúde infantil. O objetivo é garantir tratamento oportuno, reduzir complicações graves e prevenir óbitos evitáveis ainda nos primeiros anos de vida.

Entre os principais avanços do teste do pezinho ampliado estão a ampliação do acesso gratuito pelo SUS, o fortalecimento do diagnóstico precoce e a possibilidade de início imediato do tratamento, muitas vezes antes mesmo do surgimento dos sintomas. Entre as doenças rastreadas estão atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos.

Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a efetivação do exame reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção da primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, afirmou.

A coleta do teste deve ser realizada preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para a identificação precoce de alterações. O exame pode ser feito nas unidades básicas de saúde, nos hospitais onde ocorreu o parto ou, em Campo Grande, diretamente nas unidades do IPED/APAE.

Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Criança da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Cristiana Schulz, o diagnóstico precoce é decisivo para a efetividade do cuidado. “Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou.

As análises das amostras são realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde, que também oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas. Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente em Mato Grosso do Sul, atendendo os 79 municípios.

Para as famílias, a ampliação do exame representa mais segurança e tranquilidade. Mãe da recém-nascida Mariana, de três dias, Ana Cláudia Araújo destacou a importância da iniciativa. “Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”, relatou. A avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, também ressaltou o impacto positivo da medida. “Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”, afirmou.

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