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Tecnologia vira “escudo” contra clima extremo e ajuda lavouras a manter produtividade

Foto: Divulgação

Redação Plenax

Com estresse térmico e hídrico cada vez mais frequentes, soluções fisiológicas entram no radar do produtor para proteger a rentabilidade

A instabilidade climática deixou de ser exceção e passou a fazer parte da rotina do campo. Janelas de plantio mais curtas, ondas de calor intensas e períodos irregulares de chuva vêm exigindo uma nova postura do produtor rural: ativar os mecanismos naturais de defesa das plantas para evitar perdas produtivas.

Quando a lavoura enfrenta extremos de temperatura ou déficit hídrico, a resposta fisiológica é imediata. A planta fecha os estômatos para reduzir a perda de água, diminui a fotossíntese e pode abortar flores e vagens. O resultado é queda direta no potencial produtivo — enquanto os custos de produção permanecem inalterados.

“O produtor investe em sementes de alto potencial, capazes de entregar 80, 90 ou até 100 sacas por hectare. Mas se a planta sofre dois ou três picos de estresse sem proteção adequada, esse teto produtivo cai drasticamente”, explica João Vidotto, gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen.

Blindagem fisiológica ganha espaço

Segundo o especialista, a nutrição moderna passou a atuar como um “seguro biológico”, mantendo o metabolismo ativo mesmo sob condições adversas.

Entre as estratégias adotadas pelo mercado estão:

Aceleradores de metabolismo e raiz, à base de substâncias húmicas concentradas, que estimulam a produção de clorofila e o desenvolvimento radicular mais profundo;

Micronutrientes antioxidantes, como manganês, cobre, zinco e selênio, que ativam enzimas responsáveis por neutralizar compostos tóxicos gerados pelo estresse térmico.

A lógica é simples: quanto mais rápida for a recuperação após um evento climático extremo, menor será o impacto na produtividade final.

Produtos voltados à eficiência energética

Entre as tecnologias disponíveis está o BlackGold, formulado com ácidos húmicos e fúlvicos extraídos da Leonardita Americana. A proposta é ampliar a eficiência das trocas gasosas e a absorção de nutrientes, reduzindo o impacto de períodos secos.

Já a Linha Special Dry (SD) foi desenvolvida com foco na proteção antioxidante em momentos críticos do ciclo da cultura.

“No início do ciclo da soja, por exemplo, a relação entre manganês e zinco precisa estar próxima de 1 para 1. Um desequilíbrio pode gerar ainda mais estresse”, explica Vidotto.

O portfólio inclui soluções específicas para cada fase:

FGPhotonSD, voltado ao arranque inicial;

PlenonSD e MaxxionSD, aplicados na fase reprodutiva;

SelênionSD, que utiliza selênio como agente antiestresse na etapa de enchimento de grãos.

Adaptação virou pré-requisito

Para o setor produtivo, a adaptação climática deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito básico de sobrevivência financeira.

“Quem não blinda a lavoura fisiologicamente está assumindo um risco que a genética sozinha não consegue cobrir”, conclui o especialista.

Em estados agrícolas como Mato Grosso do Sul, onde a produção de soja e milho depende diretamente da regularidade climática, tecnologias voltadas à resiliência fisiológica tendem a ganhar espaço na estratégia de manejo das próximas safras.

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