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Tecnologia para controle do cio em fêmeas suínas aumenta produtividade e previsibilidade nas granjas

Foto: Reprodução

Redação Plenax

A adoção de tecnologias para melhorar a eficiência produtiva tem transformado a suinocultura brasileira. Entre as inovações, soluções para supressão temporária do estro — o cio das fêmeas suínas — vêm ganhando espaço por contribuírem para maior previsibilidade produtiva, melhor desempenho dos animais e facilitação do manejo nas granjas.

A tecnologia foi desenvolvida pela Zoetis e permite o bloqueio temporário do cio em fêmeas destinadas ao abate, reduzindo comportamentos associados ao período reprodutivo, como agitação, monta e interações agressivas entre os animais.

Impacto no comportamento e no desempenho dos animais

Estudos indicam que a maturidade sexual e a ocorrência do estro influenciam diretamente o comportamento e o bem-estar das fêmeas suínas. Durante o cio, os animais tendem a apresentar maior agressividade, aumento de lesões e redução no consumo de ração, o que pode comprometer o ganho de peso e o desempenho produtivo.

Pesquisas comparando fêmeas inteiras e fêmeas imunocastradas apontaram redução nas interações agressivas, menor incidência de lesões e menores níveis de estresse fisiológico, indicando que o controle do estro contribui para maior estabilidade dos lotes e melhores resultados produtivos.

Vacina permite supressão temporária do estro

A ferramenta utilizada para esse manejo é a vacina Vivax, desenvolvida para castração imunológica de suínos machos como alternativa à castração cirúrgica, mas que também pode ser aplicada em fêmeas para promover a supressão temporária do estro.

A tecnologia atua estimulando o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra o hormônio GnRF, responsável por iniciar o processo hormonal da atividade reprodutiva. Com isso, ocorre a redução da atividade ovariana e a interrupção temporária do ciclo reprodutivo.

Para alcançar o efeito, são necessárias duas doses da vacina, com intervalo mínimo de quatro semanas entre as aplicações e de quatro a dez semanas entre a segunda dose e o abate.

Ganho de peso e produtividade

Estudos indicam que, após a segunda aplicação, há aumento significativo no consumo de ração, o que resulta em fêmeas abatidas com peso vivo entre 3 e 5 quilos superior, mantendo a mesma conversão alimentar e idade de abate.

Segundo a empresa, a vacina já foi registrada em mais de 70 países e aplicada em mais de 225 milhões de animais abatidos no Brasil, consolidando-se como uma das tecnologias voltadas ao manejo produtivo, bem-estar animal e qualidade da carne na suinocultura moderna.

A expectativa do setor é que tecnologias voltadas à eficiência produtiva, bem-estar animal e previsibilidade de produção continuem avançando, acompanhando a modernização da cadeia de proteína animal no Brasil.

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