Redação Plenax – Flavia Andrade
A presença constante das redes sociais no cotidiano transformou as plataformas em verdadeiras vitrines digitais, onde tendências, ofertas e recomendações surgem a cada deslizar de dedo. Nesse ambiente de estímulos contínuos, cresce a preocupação sobre o impacto desse comportamento no consumo impulsivo e no aumento do endividamento entre os usuários.
Hoje, influenciadores e criadores de conteúdo incorporam produtos e “achados” às suas rotinas, enquanto marcas utilizam anúncios hipersegmentados para alcançar consumidores em momentos de maior vulnerabilidade emocional. Essa combinação cria terreno fértil para compras rápidas e pouco planejadas.
Fenômenos recentes ilustram essa dinâmica. O pistache, que ganhou status de febre nacional, e o chamado “morango do amor”, que se espalhou para áreas como moda, decoração e alimentação, mostram como a viralização impulsiona o desejo imediato de compra. A sensação de pertencimento às tendências reforça o consumo — muitas vezes sem qualquer preparo financeiro.
Segundo Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC (Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança), o problema se intensifica quando o impulso se torna hábito.
“Compras impulsivas, parcelamentos longos e pequenos gastos recorrentes criam uma falsa sensação de controle e podem facilmente evoluir para endividamento”, alerta.
Para Mandaliti, compreender como as redes influenciam decisões de compra é fundamental para que o consumidor desenvolva senso crítico e adote práticas financeiras mais saudáveis.
“A educação financeira se torna ferramenta de autonomia e equilíbrio em um momento em que estar conectado também significa estar exposto a um mercado que opera 24 horas por dia”, destaca.

