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Pantanal recebe mais de R$ 6,1 milhões para projetos de preservação e combate a incêndios em Mato Grosso do Sul

Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Redação Plenax

Recursos do programa PSA Bioma Pantanal fortalecem brigadas, ONGs e iniciativas sustentáveis em diversas regiões do bioma

O Governo de Mato Grosso do Sul destinou mais de R$ 6,1 milhões para ações de preservação do Pantanal sul-mato-grossense por meio do programa PSA Bioma Pantanal, iniciativa considerada pioneira no Brasil por incentivar financeiramente projetos voltados à conservação ambiental e ao fortalecimento das comunidades que vivem no bioma.

Os recursos foram distribuídos entre 13 projetos de sete organizações não governamentais, que desenvolvem iniciativas integradas de desenvolvimento sustentável dentro do PSA Brigadas. As ações envolvem proteção da fauna silvestre, restauração ecológica, prevenção e combate a incêndios florestais e melhoria da qualidade de vida da população pantaneira.

Entre as instituições contempladas está o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), que recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos estratégicos na região da Serra do Amolar. As iniciativas incluem resgate técnico de animais silvestres, fortalecimento da comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera — voltado ao monitoramento da fauna — além do reforço da Brigada Alto Pantanal, responsável por atuar na prevenção e combate aos incêndios florestais.

Segundo o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo, o programa representa um avanço importante na proteção do bioma.

“A iniciativa do governo tem um grande mérito por criar um programa de pagamento por serviços ambientais voltado à proteção do bioma. Isso permite fortalecer projetos como o nosso e também apoiar proprietários rurais que adotam boas práticas de conservação”, destacou.

Programa fortalece prevenção de incêndios

O PSA Bioma Pantanal abrange toda a área do bioma em Mato Grosso do Sul e é estruturado em dois subprogramas:

PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade, voltado a proprietários rurais que preservam vegetação nativa;

PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas), direcionado a organizações e brigadas que atuam diretamente na proteção do bioma.

De acordo com a coordenadora do programa na Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Letícia Walter, os contratos atuais seguem até o fim de 2026.

“O PSA Brigadas apoia projetos de comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e brigadas voluntárias ou particulares que atuam na prevenção, combate inicial aos incêndios e resgate da fauna. A previsão é que novos editais sejam lançados em 2027”, explicou.

O primeiro edital do programa recebeu 28 inscrições, com 17 projetos classificados para receber valores de até R$ 500 mil cada. Até o momento, 13 iniciativas já foram contempladas com recursos do Fundo Clima Pantanal.

Projetos espalhados por diversas regiões do Pantanal

As ações apoiadas estão distribuídas em várias áreas estratégicas do bioma, incluindo:

Nhecolândia

Nabileque

Serra do Amolar

Porto Esperança

Porto Rolon

Curva do Leque

Salobra

Os projetos atendem terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais, além de promoverem educação ambiental para conscientizar sobre o uso responsável do fogo.

Para Rabelo, os investimentos representam uma oportunidade concreta de ampliar a proteção da região.

“É uma iniciativa de vanguarda, por meio do Fundo Clima do Pantanal. Nosso compromisso é transformar esses recursos em ações efetivas de proteção do bioma e de apoio às comunidades da Serra do Amolar”, afirmou.

Preservação já alcança 126 mil hectares

Além do apoio às brigadas, o Governo do Estado também consolidou, em dezembro de 2025, a preservação de 126 mil hectares de áreas no Pantanal por meio do subprograma PSA Conservação.

A iniciativa remunera produtores rurais que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, além das áreas exigidas por lei. Na primeira chamada pública foram registradas 71 inscrições de propriedades rurais, das quais 45 foram classificadas após avaliação baseada no Índice de Serviços Ambientais (ISA), que considera fatores como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental.

Novo edital está aberto

Uma segunda chamada do PSA Conservação foi publicada recentemente para selecionar novos projetos voltados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.

As inscrições podem ser realizadas até 6 de abril de 2026, por meio de formulário disponibilizado pelo governo estadual. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o bioma, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas de Mato Grosso do Sul.

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