Redação Plenax – Flavia Andrade
Com resultados históricos e forte aprovação popular, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) encerra 2025 consolidado como o programa social mais bem avaliado do país. Segundo a pesquisa Genial-Quaest, a iniciativa alcançou 90% de aprovação, impulsionada por um orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões, ampliação do público atendido e impactos diretos na economia e na geração de empregos.
Os recursos permitiram acelerar contratações, ampliar entregas e criar novas modalidades de atendimento. “Com o Minha Casa, Minha Vida, estamos enfrentando o desafio do déficit habitacional e garantindo que mais famílias brasileiras tenham acesso a moradia digna”, afirmou o ministro das Cidades, Jader Filho. Ele destacou ainda a criação da Faixa 4, voltada a famílias com renda entre R$ 8.600 e R$ 12 mil, além de um novo modelo de crédito imobiliário para a classe média.
Motor da construção civil e do emprego
O programa foi um dos principais responsáveis pelo aquecimento da construção civil em 2025. Desde 2023, já foram contratadas mais de 1,9 milhão de unidades habitacionais, com investimentos públicos superiores a R$ 300 bilhões. A meta agora é chegar a 3 milhões de moradias contratadas até o fim de 2026, 50% acima do objetivo inicial.
Em São Paulo, o Minha Casa, Minha Vida respondeu por 62% dos lançamentos e 63% das vendas entre janeiro e outubro, segundo o Secovi-SP. No cenário nacional, a construção civil cresceu 2% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, de acordo com o IBGE.
O impacto também se refletiu no mercado de trabalho. De janeiro a novembro, a construção civil criou 192.176 vagas formais, alta de 6,73% em relação a 2024, segundo o Novo Caged. Em novembro, o setor ultrapassou a marca de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Prioridade para quem mais precisa
As Faixas 1 e 2, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 4.700, permaneceram no centro da política habitacional. Até dezembro de 2025, mais de 661 mil unidades foram contratadas ou financiadas, com investimentos superiores a R$ 36,2 bilhões do Orçamento Geral da União e R$ 57,2 bilhões do FGTS.
A Faixa 4, criada em 2025, ampliou o alcance do programa para famílias antes excluídas do crédito imobiliário. A modalidade permite financiar imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, com juros de 10% ao ano e prazo de até 420 meses. Até dezembro, 25.191 famílias já haviam sido beneficiadas, com R$ 6,6 bilhões em investimentos.
Minha Casa, Minha Vida Sustentável
A sustentabilidade e a inovação ganharam protagonismo neste terceiro ano de retomada do programa. Em 2025, o MCMV passou a incorporar critérios sustentáveis nos empreendimentos, como uso de materiais de baixa absorção solar, ampliação de áreas verdes e redução de até 55% da carga térmica nas moradias.
As medidas estão alinhadas à atuação do Ministério das Cidades na COP30 e às metas climáticas de longo prazo, incluindo a aprovação de novas normas da ABNT para materiais qualificados no setor da construção civil e o incentivo a cidades mais resilientes.
Compra Assistida e resposta a emergências
Outra inovação foi o modelo de Compra Assistida, lançado no Rio Grande do Sul por meio do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução. A iniciativa ajudou mais de 9 mil famílias afetadas pelas enchentes de 2024 a reconstruírem suas vidas, permitindo a escolha de imóveis novos ou usados, de até R$ 200 mil, em qualquer município do estado.
No total, mais de R$ 1,8 bilhão foi investido no Rio Grande do Sul. A experiência, criada como resposta emergencial, mostrou-se eficiente e passou a ser considerada para outras situações de urgência e vulnerabilidade social.
Parcerias e inovação no setor
Em 2025, o Ministério das Cidades também ampliou parcerias estratégicas com o lançamento da Rede Nacional de Inovação para a Habitação Sustentável, em parceria com 17 entidades do setor e instituições de pesquisa, durante a COP30. A iniciativa, desenvolvida junto à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), articula empresas, laboratórios e centros técnicos para promover inovação em todo o ciclo produtivo da construção civil.
O ministério também aderiu à Coalizão pela Habitação Net-Zero, que busca colocar a habitação no centro da agenda climática, mobilizando governos, empresas, investidores e a sociedade civil para reduzir emissões e promover moradias sustentáveis.
O que vem por aí em 2026
Para 2026, a expectativa é de nova expansão. O orçamento do FGTS para habitação será de R$ 144,5 bilhões, somado a outras fontes de recursos. O teto do subsídio por família no programa sobe para R$ 65 mil.
Também entram em vigor novos limites para o valor dos imóveis financiáveis pelo Minha Casa, Minha Vida. Em capitais regionais com mais de 750 mil habitantes, o teto passa para R$ 260 mil. Nas metrópoles desse porte, chega a R$ 270 mil. Já nos municípios entre 300 mil e 750 mil habitantes, o limite será de R$ 255 mil.
Locação social
Outro avanço é a aposta na locação social. Em dezembro de 2025, o Ministério das Cidades lançou a PPP Morar no Centro, em parceria com a Prefeitura do Recife e a Secretaria de Patrimônio da União. O modelo prevê moradias por aluguel a preços acessíveis para famílias de baixa renda.
A iniciativa é a primeira de uma série de parcerias público-privadas previstas para outros municípios em 2026, incluindo Campo Grande (MS) e Santo André (SP), ampliando as alternativas habitacionais além da casa própria.
Com orçamento robusto, inovação, foco social e sustentabilidade, o Minha Casa, Minha Vida fecha 2025 como um dos principais pilares das políticas públicas federais e projeta um 2026 ainda mais ambicioso.

