Redação Plenax – Flavia Andrade
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6) o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse removido para atendimento hospitalar após sofrer uma queda na cela onde está preso, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).
A decisão se baseia em avaliação da equipe médica da própria Polícia Federal. Segundo o despacho, o médico responsável constatou apenas ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento imediato a uma unidade hospitalar. “Foi indicada apenas observação”, registrou Moraes.
Diante do parecer técnico, o ministro afirmou que não há “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”. No entanto, destacou que a defesa pode solicitar a realização de exames médicos, desde que haja agendamento prévio, indicação específica e comprovação da necessidade clínica.
Moraes determinou ainda que os advogados do ex-presidente informem quais exames consideram indispensáveis, para que seja avaliada a possibilidade de realização dentro do sistema penitenciário.
Relato da família
A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, afirmou em publicação nas redes sociais que o marido teria sofrido uma “crise” durante a madrugada. Segundo ela, Bolsonaro caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu.
Michelle também criticou o tempo de resposta ao ocorrido, alegando que o atendimento médico só aconteceu pela manhã, por volta das 9h, quando Bolsonaro foi chamado para a visita. De acordo com ela, o local onde o ex-presidente está custodiado permanece fechado durante a madrugada.
Ainda segundo a ex-primeira-dama, Bolsonaro não soube informar por quanto tempo teria ficado desacordado, o que, na avaliação da família, justificaria a realização de exames para descartar “trauma ou possível dano neurológico”.
Avaliação médica
À imprensa, o médico Cláudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, afirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo leve. Até o momento, não há informação oficial sobre agravamento do quadro clínico nem sobre eventual mudança nas condições de custódia.

