Redação Plenax
Expectativa é que taxa básica de juros encerre 2026 em 12,25% ao ano
O mercado financeiro estima que o Banco Central do Brasil reduza a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária. A previsão consta no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16).
Caso a estimativa se confirme, a taxa básica passará de 15% para 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para manter a inflação dentro da meta.
Na última reunião, realizada no fim de janeiro, o Copom decidiu manter os juros pela quinta vez consecutiva, mesmo com sinais de recuo na inflação e no dólar. A taxa atual está no maior nível desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.
Segundo a ata da reunião anterior, o colegiado indicou a possibilidade de iniciar o ciclo de redução dos juros no encontro desta semana, marcado para terça (17) e quarta-feira (18), desde que o cenário econômico permaneça estável e a inflação continue sob controle.
Expectativas para a Selic nos próximos anos
De acordo com o boletim Focus, a previsão para a taxa básica de juros ao longo dos próximos anos é de queda gradual:
2026: 12,25% ao ano
2027: 10,5% ao ano
2028: 10% ao ano
2029: 9,5% ao ano
Na semana passada, analistas projetavam um corte maior, de 0,5 ponto percentual. No entanto, o aumento das expectativas de inflação — influenciado, entre outros fatores, pela elevação do preço do petróleo em meio à guerra no Irã — levou o mercado a revisar a estimativa.
Inflação segue dentro da meta
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, indicador oficial de inflação do país, subiu de 3,91% para 4,1% em 2026.
Apesar da alta, a previsão ainda está dentro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que estabelece inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em fevereiro, a inflação mensal foi de 0,7%, impulsionada principalmente pelos preços de transportes e educação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com o resultado, o IPCA acumulou 3,81% em 12 meses.
Projeções para economia e dólar
O mercado financeiro também revisou levemente a expectativa para o crescimento da economia. A projeção para o Produto Interno Bruto em 2026 passou de 1,82% para 1,83%.
Para os anos seguintes, a estimativa é de:
1,8% em 2027
2% em 2028
2% em 2029
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com destaque para a agropecuária, segundo dados do IBGE.
Já a previsão para o dólar ao final deste ano permanece em R$ 5,40, podendo chegar a R$ 5,47 em 2027, conforme as estimativas do mercado.

